Câncer tem cura. Previna-se

Desafios do Ensino Superior – Histórias de superação

Acordar cedo e enfrentar uma jornada de oitos horas de trabalho, em uma empresa privada e ainda ter que estudar. Esta á uma realidade vivida por alguns brasileiros. Segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) houve queda no número de novos alunos no ensino superior tanto na rede pública (-2,6%) quanto na rede privada (-6,9%) entre 2014 e 2015. Mas alguns desafios podem ser vencidos, com muita luta e força de vontade.

Shirlei Pereira, que com 37 anos, é formada em Enfermagem e também pós-graduada, mas chegar até aqui não foi fácil. “Quando comecei a Faculdade em 2010, eu estava empregada e concluindo um curso de Radiologia. Na época eu queria um curso que eu pudesse mesclar com a Radiologia e escolhi a Enfermagem”, conta.

Logo no final de um ano de faculdade, veio o primeiro desafio. Shirlei se viu grávida e daí surgiu a grande questão: o que fazer? “Eu continuei os estudos com toda a dificuldade, pois sou esposa, trabalhava e agora estava grávida. Quando ganhei o bebê precisei trancar a faculdade, mas isso foi por apenas um ano e em 2012 retornei, mas logo surgiu um novo desafio”.

Agora desempregada e sendo mãe e estudante de ensino superior para muitos a opção mais lógica seria desistir, mas não foi o caso da Enfermeira. “Perder o emprego foi um golpe duro, pois eu não sabia como iria pagar a faculdade e sendo mãe, também tinham as despesas com creche e alimentação. Fora os trabalhos e livros que muitas vezes tinha que comprar. Foi então que busquei o Fies e consegui,” lembra. 

"Não podemos desistir de nossos sonhos, pois estudar é um desafio constante. Sou pós-graduada e cada dia mais buscando novos conhecimentos, novos cursos, pois conhecimento é algo que nós levamos por toda vida e ninguém tira da gente", afirma Shirlei, que continua em busca de mais conhecimento e especialização

A Enfermeira conta que mesmo com o Fies e agora podendo pagar a faculdade ainda tinha outras questões, como a casa, o filho pequeno que ficava em creche, transporte, alimentação entre outras coisas. “Eram muitas coisas, pois agora eu estava desempregada e com filho pequeno, mas mesmo assim me apertei e continuei meus estudos e me formei, mesmo tendo trancado, no ano de 2015”, conta.

Ela é uma das muitas mulheres que buscam o ensino superior no Brasil. Tanto na modalidade presencial quanto nos cursos à distância, elas são maioria. A idade mais frequente dos estudantes matriculados é de 21 anos nos cursos de graduação presencial e de 33, nos cursos à distância. Pedagogia é a área de curso que possui mais mulheres matriculadas na graduação. Entre os homens, o curso de direito é o que tem o maior número de alunos.


Mas, mesmo com todos os desafios é necessário força de vontade para prosseguir sempre e se tornar uma história de sucesso, como a Enfermeira Shirlei. “Minha família se orgulha de ter uma mulher graduada e pós-graduada e com certeza outros também vão seguir meu exemplo, meus filhos principalmente, pois sou uma referência na vida deles. E eu digo que ninguém deve desistir, pois o conhecimento é algo que ninguém tira de nós”, conclui.
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