Câncer tem cura. Previna-se

Espírito Santo investe em tecnologia para monitoramento do Aedes aegypti em 100% dos municípios

A partir deste ano, todas as cidades capixabas são monitoradas por meio de tecnologia de ponta. O sistema MI-Aedes, desenvolvido pela empresa Ecovec, especializada em integração de informações para prevenção e controle epidemiológico, permite monitoramento em tempo real das áreas de maior risco pelo mosquito e pelo vírus. Programa é o mais completo do País

Na luta contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya, uma coisa é certa: sem tecnologia, inteligência e estratégia não há avanços positivos. Entendendo essa premissa, o Governo do Estado do Espírito Santo desde o início, dia 25, ao monitoramento de todos os 78 municípios capixabas, visando identificar como áreas mais afetadas pelo transmissor do mosquito. É o mais completo e integrado sistema de monitoramento do Aedes aegypti já realizado no País.

A empresa responsável pelo trabalho é uma Ecovec, especializada em biotecnologia e em prevenção e controle epidemiológico. Criada por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, hoje é uma das primeiras empresas de quatro patentes na área, com ótimas avaliações de redução de índices de dengue de até 60% em cidades e atendimentos em outros estados, como em Minas Gerais, São Paulo , Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Monitoramento em tempo real

O projeto, chamado de MI-Aedes, contém uma distribuição de armadilhas para a captura de mosquitos adultos, que são devidamente identificados ainda em campo e encaminhados para análise sem laboratório sede da empresa, localizada no Parque Tecnológico de Belo Horizonte, Minas Gerais, onde Setas realizadas como análises para a presença dos vírus da dengue, Zika e Chikungunya nesses mosquitos. Para isso, é uma metodologia bastante sensível e específica, chamada PCR, em tempo real. Os resultados são atualizados, alimentando automaticamente um sistema virtual georreferenciado, que gera mapas, gráficos e indicadores das regiões infectadas e mais atingidas, orientando o gestor público.

Cecília Marques Toledo, é uma assertividade do trabalho combativo e preventiva, uma vez que os esforços são muito otimizados, pois são direcionados para as regiões de Mais risco e mais vulneráveis, economizando recursos e melhorando a eficácia no controle do mosquito.

"Com uma tecnologia, os gestores públicos passam a contar com dados confiáveis, em tempo real, para uma tomada de decisões de forma rápida e eficiente. Acima de três mosquitos fêmeas capturadas na armadilha, uma área é considerada de alto risco. Aliado a isso, a análise virológica permitir identificar antecipadamente a circulação de vírus antes da ocorrência das pessoas, contribuir para a implantação de políticas preventivas para gestores municipais de saúde ", ressalta.

Implantação e treinamentos

Uma implantação do projeto levará menos de um mês, incluindo uma capacitação dos agentes de saúde e distribuição das armadilhas. Os primeiros treinamentos para o início do ano são os seguintes: Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus. Na ocasião, além de aprender como um registrador como diferentes espécies de mosquito, os agentes recebem os kits, os comprimidos para a transmissão on-line dos dados, os adesivos, as luvas e os tubos para coleta, bem como manuais e cartilhas.

Como armadilhas são colocadas em pontos estratégicos da cidade, com grande circulação de pessoas, e diferenciam-se por simular um ambiente perfeito para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, com essência atraente para a fêmea. Ao entrar no dispositivo, o mosquito preso na fita adesiva, possibilitando que sejam recolhidos.   

Projeto em números
78 municípios atendidos (100% do Espírito Santo)
7.323 armadilhas instaladas nos 78 municípios
443,29 km² de áreas monitoradas
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