Gás de cozinha fica mais caro para o consumidor a partir desta semana

Quem precisou comprar gás de cozinha de até 13 kg (GLP P-13) esta semana, já sentiu a diferença no preço. Devido a um aumento de 9,8% pela Petrobras que entrou em vigor à 0h de terça-feira (21), o preço final nas distribuidoras da Grande Vitória subiu cerca de R$ 5,00. A correção não atinge o GLP para uso industrial.
O secretario do Sindicato do Comercio Varejista de Gás Liquefeito (Sinregas), Cléber dos Santos Almeida, reforçou que o impacto será de R$ 4,00 a R$5,00 no preço final da botija para o consumidor. O preço de mercado é livre, portanto, cada distribuidora calcula o repasse em cima dos seus gastos.
"É importante destacar que não se trata de aumento do gás, mas sim de um corte de subsidio. Ele acontece em setembro, uma vez por ano, para as companhias. Mas dessa vez o corte é na ajuda de custo repassada pelo Governo Federal. Isso vai impactar no preço final para botijões de até 13 kg", explicou.
Ele explica que aumento está nos problemas enfrentados pela Petrobrás. "O Governo já sinaliza a tempos que vai cortar o subsídio que tem em relação ao Governo Federal. Entre eles, o gás de cozinha. A tendência é igualar ao nacional. E quem vai pagar a conta é o povo", afirmou.
O aumento já chegou a algumas distribuidoras. De acordo com o Auxiliar Administrativo da Empresa Maruípe Gás, Gelby Bianco Francisco, a botija passou de R$ 60,00 para R$ 65,00.
"Aqui todos nosso transporte é licenciado e cadastrado. Não entregamos em moto, apenas em triciclo autorizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Muitos não se adéquam a essa norma, e uma vez que isso acontece, gera custo para se adequar a norma. A empresa acaba tendo um gasto maior e não repassando esse gasto através do aumento. Ainda assim, para muitos clientes ainda conseguimos fazer por R$ 60,00" explicou.
Na Supergasbrás o aumento foi o mesmo: R$ 60,00 para R$ 65,00. Segundo a auxiliar administrativo, Michele Ribeiro, os clientes não reagiram bem o reajuste. "Aumento é sempre difícil. Os clientes não estão aceitando muito bem. Recebemos várias reclamações".
Na Tókio Gás e Água, em Bairro de Lourdes, a botija também já está custando R$ 65,00. Já a empresa Ernando Gás, em São Pedro, informou que ainda não aumentou o preço e cobra R$ 60,00 a botija.
Em nota, a Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito, (ASMIRG-BR) contestou as declarações recentes divulgadas pela Petrobras sobre o aumento do gás de cozinha. De acordo com a nota, o aumento de 9,8% é no preço da refinaria, sem calcular impostos. Diz ainda que, buscando transferir a responsabilidade deste aumento em especial as revendas de GLP, a empresa comunica que o aumento deve chegar ao consumidor em R$ 1,76, mas existem impostos e liberdade de comércio. Dessa forma, as Companhias Distribuidoras podem embutir aumentos de seus custos ou praticarem o preço que melhor lhe convier.
Até às 9h da última terça (21) eles levantaram um aumento próximo a 8,5% no preço de compra da revenda, que pode gerar um aumento médio de R$ 5,00, a depender dos custos das revendas, localização, marca, forma de venda ao consumidor, portaria da revenda ou entrega nas residências.
Informou ainda que vai apresentar nos próximos dias ao gabinete da Presidência da República, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério da Fazenda (MF), Ministério de Minas e Energia (MME) e aos membros do Ministério Público questionamentos em ofício, além de cobrar esclarecimentos dos limites da Petrobrás enquanto empresa estatal.
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