Indenizações de pescadores de Aracruz podem sair a partir de maio e moradores liberam ferrovia


A Samarco, por meio da Fundação Renova informou no final da tarde desta terça-feira (25), que o Programa de Indenização Mediada (PIM), criado com o objetivo de ressarcir os impactados de maneira ágil, em comum acordo e sem os trâmites e custos de uma ação judicial, já está andamento. Especificamente em Aracruz, os atendimentos para indenização por danos gerais, que inclui pessoas e micro e pequenas empresas que tenham sofrido danos materiais ou morais e perdas referentes às suas atividades econômicas, como é o caso de pescadores, estão previstos para serem iniciados em maio. Com isso os manifestantes liberaram a linha férrea, mas disseram que se a empresa não cumprir o determinado, eles irão novamente fazer protestos.



A Fundação Renova, entidade autônoma que está à frente das ações de reparação, entende a complexidade das ações de reparação e mantém seu compromisso de atender todas as pessoas impactadas pelo rompimento da barragem. Atualmente, cerca de 3,6 mil pessoas recebem o auxílio no Espírito Santo. Esses cartões foram entregues considerando um cadastramento emergencial realizado logo após o rompimento. Para levantar informações mais precisas das comunidades, um novo cadastramento foi planejado  com informações sociais e econômicas detalhadas de todas as pessoas impactadas. A primeira etapa do cadastro foi finalizada em março, contemplando todos que passaram pelo cadastro emergencial, além das pessoas que se manifestaram até o dia 30 de outubro de 2016. A partir desses dados, já estão sendo definidas indenizações, ações de reparação e integração das pessoas aos programas previstos pela Fundação, como os de retomada das atividades pesqueiras e agropecuárias, por exemplo.

Nesta manhã, mais de 300 pessoas fizeram uma manifestação e interditaram a Ferrovia da Vale que liga Portocel x a Minas.
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