Câncer de pulmão: quem fuma tem 20 vezes mais riscos


Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável, o tabagismo é responsável pelo desenvolvimento de aproximadamente 50 doenças, incluindo o câncer.

O hábito de fumar aumenta em até 20 vezes a chance de desenvolver o câncer de pulmão quando comparado aos não-fumantes. “Aproximadamente 90% dos casos de câncer no pulmão estão relacionados ao tabagismo. E entre os 10% restantes, um terço é de fumantes passivos”, explica Juliana Alvarenga Rocha, oncologista do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon)/Grupo Oncoclínicas.

O câncer de pulmão é o que mais provoca mortes no mundo. A OMS estima que 4,9 milhões pessoas morrem todos os anos em decorrência do uso do cigarro, que contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas, das quais pelo menos 70 são cancerígenas. Estar perto de quem fuma também traz muitos riscos à saúde.  “O tabagismo passivo aumenta entre 20 a 30% a chance de desenvolvimento do câncer de pulmão”, informa a oncologista.

Em contrapartida, a decisão de abandonar o cigarro traz muitas vantagens para a saúde. Após duas semanas, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, fadiga e falta de ar ficam bem mais tênues depois de um mês que a pessoa deixa de ser fumante.

Após cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fuma um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%.  “Recomenda-se que ex-fumantes que cessaram tabagismo há menos de 15 anos, com carga tabágica maior ou igual a 30 maços por ano, e idade entre 55 e 74 anos, realizem anualmente tomografia computadorizada com baixa dose de radiação”, orienta a oncologista Juliana Alvarenga Rocha. 

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