Capixaba expõe trabalhos no Peru

Ângela Gomes participa, com duas obras inéditas, do Salão Internacional de Arte Naif, que acontece em Lima

Fazenda Podesta. Cafezais do Espírito Santo

Convidada de honra do honra do Salão Internacional de Arte Naif, que acontece em Lima, no Peru, a pintora Ângela Gomes participa da mostra com duas obras inéditas: uma em homenagem ao Espírito Santo e outra em homenagem ao Rio de Janeiro. A mostra ficará em cartaz até o dia 08 de julho, na Mansión Eiffel Galería de Arte.

Além da capixaba, outros 13 artistas de países como Grécia, Espanha, Peri e Argentina participam da mostra. “É uma enorme alegria ser uma das representantes do Brasil nesta exposição que reúne tantos talentos”, declara Ângela Gomes, que é a maior referência Naïf no Espírito Santo.

O trabalho da artista, inclusive, ganhou destaque no La República, o periódico mais importante de Lima.

Sobre a artista

Natural de Cachoeiro de Itapemirim, Ângela ainda era pequena e foi brincar no quintal da casa, após uma longa noite de tempestade. O vento espalhara a areia e foi sobre ela, usando um palito de picolé, que começou a dar os seus primeiros traços artísticos: desenhou um carro (fusca) que estava estacionado em frente a casa.
Vivia sempre com lápis de cores, desenhando para a turma da classe estudantil; adorava fazer montagens e colagens com recortes de revistas, estampava tecidos, tudo de forma natural e intuitiva.  Sua primeira pintura a óleo sobre tela foi por encomenda de sua tia Sônia Rosalém, aos nove anos de idade. Despontava para o Naif, quando entrou num curso para aprender a técnica de pintar e o conhecimento do material a ser usado. Produziu várias telas e as guardou junto com o sonho e o desejo artístico.

Autodidata, em 1981 Ângela Gomes realizou a sua primeira exposição individual. Nenhum convidado compareceu, apenas ela e o fotógrafo contratado. Mas o que era para ser motivo de desistência transformou-se em incentivo até se definir por volta de 1987 pela pintura Naïf, após rápida convivência com Raquel Galena, pintora do gênero, no Embu das Artes em São Paulo.

Hoje, a artista é referência na arte Naïf no Espírito Santo e sua fascinação são as paisagens regionais e cenas que expressam a arte e a tradição popular – o povo, seus usos e costumes, onde busca, junto às comunidades, elementos para abastecer seu universo iconográfico, através de suas pesquisas. Já expôs sua arte em lugares como o Salão de Arte da cidade de Porto, em Portugal; o Museu de Arte Contemporânea de Campinas e o Museu Internacional de Arte Naif, no Rio de Janeiro.
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