Milson Henriques é homenageado no Palácio Sônia Cabral nesta sexta (23)

Chargista Amarildo que fez uma homenagem com uma caricatura do artista (Foto: Amarildo)

Milson Henriques deixou um importante legado cultural e artístico no Estado. À frente do tempo quando o termo “artista multimídia” ainda não era amplamente utilizado, foram inúmeras as suas contribuições para o teatro e literatura, além, é claro, da sua atuação como cartunista, onde se consagrou para o grande público. Para rememorar a importância da sua obra para a cultura do Espírito Santo, será realizado na sexta-feira (23) o evento “Encontro Um Ano Sem Milson – Homenagem dos amigos de Milson Henriques”, às 19h, no Palácio da Cultura Sônia Cabral. A entrada é franca.

A programação vai contar com exibição de vídeo, esquetes teatrais, sarau de poesias e diversos números musicais. Já estão confirmadas as presenças de Wilson Nunes, Cida Ramaldes, Jace Theodoro, Alvarito Mendes Filho, Inácia Freitas, Jakson Santos Leão, Stael Magesck, Fabiano Turbay, Baltazar Moreira Jr, Theo Simon, Thiago Lourenço, Hewerton Fraga, além das apresentações musicais de Carlos Papel, da Sociedade Livre do Samba e do Coral da Aliança Francesa, de Vitória.


Capixaba de coração

Milson nasceu em São João da Barra, no Rio de Janeiro, em 1938. Em 1964 após uma viagem de passeio ao Espírito Santo, se apaixonou pelo Estado e acabou ficando. Atuou como jornalista de “O Debate”, “A Tribuna”, “O Diário” e “TV Clube”. Foi organizador do I Festival Capixaba de Música Popular Brasileira e do I Festival Capixaba de Cinema Amador.

Em 1973, criou sua mais famosa personagem, Marly, a solteirona, tirinha publicada em A Gazeta e, depois, em vários outros jornais brasileiros. Em 2010, sua contribuição para a cultura capixaba foi registrada em documentário, exibido durante homenagem no 17.º Vitória Cine Vídeo, o documentário “Minha Vida não é só Teatro”, de Ângela Buaiz. Em 2012, a Escola de Samba Andaraí, do bairro Santa Marta, em Vitória, homenageou os 50 anos da carreira do artista.

Milson recebeu vários prêmios de poesia, crônicas, contos e cartazes, entre eles a Medalha Olavo Bilac, oferecida pelo Exército Nacional “pelo trabalho em prol das crianças capixabas”. Pelo mesmo motivo foi indicado pelo MEC para o Prêmio Internacional Marconi. O artista que enfrentava uma batalha contra a leucemia faleceu no dia 25 de junho de 2016, em Vitória. Escreveu entre outras publicações,  A Zebra metida a besta, TPM Também é Coisa de Macho, Amor Melancolia Ternura e Baixaria, A Tímida Luz de Vela das Últimas Esperanças e As Mudanças de Beto.


Serviço:
Encontro Um Ano Sem Milson – Homenagem dos amigos de Milson Henriques a um dos mais importantes artistas do Espírito Santo

Data: Sexta-feira (23)
Horário: às 19h
Local: Palácio da Cultura Sônia Cabral. Praça João Clímaco, s/n - Centro, Vitória
Realização: Amigos de Milson Henriques
 Apoio: Secretaria de Estado da Cultura

Entrada franca.
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