Sistema de consórcios bate recordes e estimula crescimento da economia brasileira


O sistema de consórcios, desde o início da recessão no país, tem se mostrado um verdadeiro termômetro da reação do brasileiro no mercado. Com números que reforçam o perfil investidor da população, o segmento passou a atingir patamares ainda maiores com a percepção da importância de se manter ativo mesmo durante os períodos de instabilidade econômica.

No último balanço apresentado pela Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio, por exemplo, a entidade constatou que o mês de abril foi de recordes para o setor. “Com 195 mil adesões em apenas 30 dias, maior de 2017 até o momento, fechamos o quadrimestre com 725,5 mil novas cotas comercializadas, representando um volume 6,9% maior do que as 680,6 mil do mesmo período do ano passado”, conta Robson Subtil de Amorim, Diretor do Consórcio Viwa e Diretor da Regional Sudeste II da Abac.

Ainda de acordo com o executivo, é importante ressaltar que, ao mesmo tempo que o brasileiro aumentou o volume de vendas do sistema, também aumentou o valor investido. “Durante esses quatro meses, os negócios fechados pelos consórcios apontaram uma alta de 25%, saindo de R$ 23,02 bilhões, no mesmo período de 2016, para R$ 28,78 bilhões. Esse valor foi impulsionado pelo tíquete médio, que bateu a marca inédita de R$ 42,7 mil em abril, 21% superior ao ano passado”, acrescenta.

Tal balanço positivo do sistema é enxergado com bons olhos por toda a comunidade econômica, pois aponta uma retomada em setores importantes para todo o sistema financeiro nacional, tendo em vista o aumento das vendas de cotas de imóveis em quase 20% e de 16,2% nos veículos leves. Esse impulso dado pelos consórcios projeta uma realidade ainda mais positiva para os próximos meses.

Os consórcios no ES

Durante o balanço mais recente apresentado pela entidade nacional, números colhidos ao longo de 2016 mostram que o capixaba também esteve mais atento para a importância do consórcio. “Os números falam por nós ao mostrarem o aumento da participação do sistema na venda geral em setores cruciais como o da construção civil e automotivo”, aponta Robson Subtil de Amorim.

Em 2015, por exemplo, a participação dos consórcios na venda de veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas) era de 18,2% no Estado, número que passou a ser de 25,6% após o fechamento do balanço anual. O crescimento também foi significativo nos imóveis, saltando de 12,5% para 18,8%.
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