"Foi uma barbaridade", lamenta mãe de jovens assassinados em Ibiraçu

Os irmãos foram amarrados e enforcados com presilhas de plástico

Foto: Victor Muniz

Emocionada, a mãe dos irmãos Lucas de Martha Cera, 22 anos, e Luérick de Martha Cera, 18 anos, que foram assassinados dentro de casa, em Ibiraçu, na manhã desta quarta (12), fez um desabafo sobre a violência contra os filhos e implorou por Justiça. 
Ainda sob efeito de remédios após receber a notícia do assassinato de Lucas e Luérick, a dona de casa Elizena de Martha conversou com repórteres durante o velório realizado no ginásio poliesportivo da cidade, no bairro Ericina, onde muitos amigos, familiares e moradores de Ibiraçu foram ao local prestar condolências à família.
Elizena relembrou o momento em que recebeu a notícia de que os filhos tinham sido assassinados. "Quando me falaram, a minha ficha não caiu, só depois. Queria ver os corpos dos meus filhos, mas não deixaram. Tive que ir para o pronto-socorro, não aguentei. Só agora de manhã que eu pude ver. Espero que a Justiça tome as providências necessárias para que venha à tona quem fez isso com eles", implorou.
"Crueldade"
A dona de casa comentou a situação em que o crime se deu. "Foi uma barbaridade, foi crueldade que fizeram com meus dois filhos. Meu coração está partido, minha cabeça está mais ou menos porque estou sob efeito de remédios. Perder um filho não é fácil, quanto mais dois".
Elizena disse que a família já foi vítima da violência, mas que dessa vez a situação terminou de uma forma que ela não esperava. "Anós atrás, quando eles eram pequenos, sofremos três assaltos. E agora ocorreu isso, depois de muito tempo. Salvei o carro, salvei as vidas dos meninos, salvei o pai, salvei a minha vida e, agora, não pude", lamentou.
Conversa antes de assassinato
O estudante Thiago Moro, 17 anos,  amigo de Luérick, disse que conversou com ele antes do crime, e que tinha marcado de jogar bola com ele. "O Lucas trabalhava lavando carros e o Luérick estava terminando o terceiro ano do ensino médio. O sonho dele era fazer odontologia. Desde que a gente nasceu a gente era amigo. Eu conversei com o Luérick uma noite antes dele morrer, me chamou para jogar bola. Ontem (quarta-feira) de manhã ele me mandou mensagem no snapchat dando bom dia. Eram 9h da manhã. Eu ia até brincar com ele, mandar ele arrumar um serviço, porque ficava sempre mandando essas mensagens pelo celular. Aí depois mandei uma brincadeira pra ele pelo Whatsapp, ele não visualizou. Eram 9h43 a última vez que ele olhou. Pouco tempo depois um amigo veio me dizer que ele e o Lucas tinham morrido. Achei até que era brincadeira. Ele tinha acabado de fazer 18 anos e sonhava em tirar a carteira de motorista. Nem sei o que falar. Só lembro dos nossos momentos felizes".
Com informações de Victor Muniz e gazetaonline.
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