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Harmonização facial: toxina botulínica e ácido hialurônico são aliados dos dentistas


Quem procura serviços odontológicos atualmente está em busca de algo a mais que apenas dentes saudáveis, brancos e alinhados. Não que a prioridade tenha mudado, ou seja, o sorriso perfeito continua no topo da lista de prioridades dos pacientes. Porém, os profissionais da saúde bucal agora podem oferecer mais que implantes, aparelhos ortodônticos invisíveis e clareamento dentário.

Já ouviu falar em harmonização facial? Pois bem, ela é responsável pela estética do sorriso e da face.  A aplicação de toxina botulínica, o famoso botox, e de preenchedores faciais, para fins terapêuticos e estéticos são também opções nos consultórios dentários.

Atualmente, dentistas podem atuar em toda a face em procedimentos estéticos não cirúrgicos e até a altura das sobrancelhas em procedimentos clínico-cirúrgicos. Nos casos de pacientes com problemas como sorriso gengival ou assimétrico, ou algum problema de assimetria facial, a toxina botulínica promove harmonização estética e o equilíbrio muscular.

“Sorriso gengival é aquela disfunção em que a gengiva é exposta excessivamente quando a pessoa sorri. O tratamento convencional é realizado por meio de cirurgia. Porém, aqueles que não quiserem algo tão invasivo podem optar pela toxina que, ao ser aplicada nos músculos responsáveis pelo sorriso, fazem a musculatura relaxar.

Porém, os casos nos quais o produto faz mais diferença são aqueles nos quais os pacientes sofrem com dores de origem muscular e ‘apertamento’ dentário, e que já se tenha tentado outros tratamentos sem sucesso”, explica a ortodontista Fernanda Giovanini.

Flacidez dos músculos

Um dos usos mais comuns é como opção em tratamento de bruxismo. A aplicação da toxina botulínica relaxa os músculos da face, diminuindo a tensão e o atrito entre os dentes. O mesmo vale para a dor facial provocada pela DTM, disfunção da articulação temporomandibular, que também costuma provocar dor de cabeça e flacidez dos músculos da mandíbula.

“Explicando melhor o mecanismo: a toxina botulínica é um bloqueador neuromuscular, ou seja, interrompe a comunicação entre o músculo e o nervo fazendo com que o primeiro deixe de funcionar. Sem ordens para se movimentar, o tecido relaxa e, quando a tensão está por trás das dores, elas vão embora. A substância tem efeito de cerca de seis meses, sendo que depois desse período é necessária a reaplicação”, afirma Fernanda.

O efeito da toxina começa a partir do terceiro dia após o procedimento. Especialistas dizem que o intervalo mínimo entre as aplicações é de 90 dias e que uma das vantagens é que praticamente não há contraindicação.

Ácido hialurônico

Já o ácido hialurônico, utilizado em preenchimentos, é uma substância natural encontrada no corpo humano. Além de manter a hidratação, elasticidade e tonicidade da pele, possui propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias e cicatrizantes. Porém, conforme envelhecemos, o corpo produz menos ácido hialurônico e colágeno.

O resultado é o aparecimento de rugas, vincos e depressões, além de retração gengival e perda de tecido ósseo. As aplicações com ácido hialurônico reduzem as rugas, corrigem assimetrias do rosto e restauram o volume facial, otimizando o resultado estético dos tratamentos restauradores e melhorando a sua aparência pessoal.

Implante dentário, doença periodontal, tratamento ortodôntico e retração gengival podem fazer com que apareçam “triângulos negros” entre os dentes. O ácido hialurônico aplicado na papila preenche esses espaços e o resultado é um sorriso perfeito. As reaplicações são recomendadas a cada seis meses.

“Após extrações, implantes dentários ou tratamento ortodôntico é comum que ocorra a perda de tecido gengival e de volume ósseo. O ácido hialurônico é utilizado para acelerar a osseointegração. Graças às suas propriedades também acelera o processo de regeneração do tecido periodontal. O procedimento realizado com ácido hialurônico é seguro, fácil, conveniente, minimamente invasivo e sem efeitos colaterais. Além disso, pode ser realizado em consultório com analgésico tópico e não há necessidade de repouso”, afirma Fernanda.

Seus efeitos tem duração de seis a 12 meses em média mas podem durar mais, dependendo do paciente. Porém, com o passar do tempo, o corpo reabsorve o ácido hialurônico, e a reaplicação precisa ser feita para manter os resultados.

Fonte: Drª Fernanda Giovanini é graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), especialista em ortodontia e ortopedia funcional dos maxilares pela Universidade de Guarulhos (UNG). Ela também é credenciada pelo sistema Esthetic Aligner, alinhadores fabricados no Brasil.



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