Academia para o cérebro ajuda a prevenir Doença de Alzheimer



Na próxima quinta-feira (21) é comemorado o Dia Mundial do Alzheimer, doença que afeta 1,2 milhão de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)


O avanço da idade traz o amadurecimento e nada melhor que chegar à terceira idade ativo
e com a saúde física e mental em dia. Na próxima quinta-feira comemora-se o Dia Mundial
do Alzheimer, doença que afeta 1,2 milhão de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A data levanta a reflexão a respeito de manter o cérebro sempre saudável, uma das melhores formas de prevenção da doença. E já existem hoje inúmeros métodos que apostam na prática de exercícios que retardam o declínio cognitivo comum ao avanço da idade.

Rosangela Agnoletto é professora e gestora pedagógica de uma escola de ginástica cerebral, que tem entre o público alvo, idosos em busca de um envelhecimento saudável. Segundo Rosangela, adquirir novos conhecimentos e criar novas conexões entre os neurônios, evita o aparecimento dos sinais do esquecimento e da demência, que podem levar à Doença de Alzheimer. “A ginástica cerebral fortalece a conectividade, melhorando resolução de problemas complexos, inteligência emocional, agilidade, flexibilidade mental e liderança estratégica, consideradas as melhores habilidades para estimular os neurônios e melhorar a memória, a concentração e o raciocínio”, analisa.

Além de melhorar a performance do cérebro, os exercícios ainda são importantes para a aprendizagem e o adiamento do declínio cognitivo. Hoje, 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, muitas delas por uso indiscriminado de medicamentos e outras condições de saúde mental. E com a expectativa de vida crescendo, envelhecer bem tornou-se um dos propósitos, mesmo com a correria do dia a dia.

A neurociência já comprovou que o cérebro começa apresentar declínio de alguns aspectos do desempenho cognitivo antes mesmo dos 30 anos de idade, quando temos os primeiros lapsos de memória, dificuldades para se concentrar e lentidão de raciocínio. A boa notícia é que o cérebro compensa parte do declínio cognitivo, baseando-se em experiências e conhecimentos adquiridos. Isso mostra que seguir aprendendo coisas novas e “rechear a mente” com experiências e informações de qualidade podem ajudar a compensar parte da perda cognitiva.

De acordo com Sandra Kirchmayer, que está trazendo a franquia SUPERA para Vila Velha neste mês de setembro, os jogos de raciocínio e estímulo à memória, como xadrez, sudoku e palavras-cruzadas exercitam a mente e mantém-na sadia. “Nosso trabalho é voltado para a ginástica cerebral e a tudo que envolve o bem-estar do cérebro, então o Mês do Alzheimer é uma grande oportunidade para convidarmos o público a exercitar os neurônios”, comenta.
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