Busca por planejamento impulsiona os consórcios e reaquece mercado imobiliário



Lançamentos, alta nas vendas e uma leve sensação de melhora. O cenário ainda não é o ideal, mas já revela sinais mais positivos para o futuro do mercado imobiliário, um setor que no primeiro semestre deste ano esboçou reação ao registrar números melhores do que os do mesmo período de 2016.

Dentre as modalidades que mais têm impulsionado o segmento está o de consórcios de imóveis que, contrariando as principais previsões econômicas, fechou o primeiro semestre e abriu o segundo em alta. E a tendência para o resto do ano é animadora. “Historicamente, o segundo semestre é sempre mais positivo para os consórcios. Ou seja, se registramos tantos números positivos logo nos primeiros seis meses, todo o mercado está ansioso para o que podemos atingir até o final de 2017”, comenta Robson Subtil de Amorim, Diretor do Consórcio Viwa e Diretor da Regional II Sudeste da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac).

Robson informa que, de janeiro a julho deste ano, os consórcios de imóveis tiveram uma alta de 10,5% na venda de novas cotas, totalizando um montante de R$ 18,95 bilhões em créditos comercializados, o que representou um aumento de 29,3% em relação a 2016, quando foram movimentados R$ 14,66 bilhões em vendas. Houve aumento também no percentual do tíquete médio, na ordem de 15%, e que saltou de R$ 119,9 mil para R$ 137,9 mil.

“Um crescimento na venda de cotas não é sinal imediato de alta no mercado imobiliário, mas indica que o brasileiro está se planejando mais, está considerando a essência da educação financeira, portanto, tendo mais cuidado na hora de investir o seu dinheiro. As dificuldades econômicas nos fizeram passar por adaptações e o brasileiro encontrou no consórcio um grande parceiro”, acrescenta Robson Subtil de Amorim.

Em números gerais, os consórcios também estão tendo muito o que comemorar: neste primeiros sete meses do ano foi registrada uma alta de 8,8% na comercialização de novas cotas (1,198 milhão contra 1,303 milhão de 2016). Muito importante para a economia brasileira, o setor gera, atualmente, mais de 250 mil empregos diretos e indiretos em todo o país, tributos e contribuições pagos na ordem de 2,45 bilhões.
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