Dermatite seborreica também atinge bebês


Chamada popularmente de “caspa”, a dermatite seborreica é uma das queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos nessa época do ano. Doença inflamatória crônica e recorrente que atinge regiões da pele ricas em glândulas sebáceas, como couro cabeludo, rosto, axila e virilha, ela piora muito no inverno em decorrência dos banhos muito quentes e demorados.

Caracterizada pela vermelhidão e descamação das áreas afetadas, podendo apresentar coceira, a dermatite seborreica acomete principalmente homens entre 40 e 60 anos, mas também pode afetar mulheres que já têm tendência a ter os cabelos e pele mais oleosos e os bebês em seus primeiros meses de vida. “Nos casos dos bebês, a doença ocorre pelo estímulo das glândulas sebáceas por hormônios andrógenos maternos. Geralmente o problema se inicia na primeira semana de vida e pode persistir por meses. No couro cabeludo do bebê pode causar uma crosta aderente, chamada "crosta láctea". Manchas vermelhas e descamativas também podem atingir regiões do corpo tais como atrás das orelhas, pescoço, axilas e virilha”, explica a médica dermatologista da clínica Dermavitória, Kátia Ventura.

Além dos banhos quentes e demorados, outros fatores podem agravar a doença, como o calor, a umidade, o estresse emocional e o uso de roupas que retêm suor. “Quadros neurológicos como Parkinson e a infecção pelo vírus HIV, são fatores relacionados à piora do quadro, por isso, situações graves e resistentes ao tratamento devem levantar suspeita para infecção pelo HIV.”, alerta Kátia Ventura.

Para um diagnóstico correto e orientações para o tratamento da dermatite seborreica, a médica ressalta que um dermatologista sempre deve ser consultado, mas para evitar a doença ela indica tomar banhos em água morna para fria e secar bem os cabelos antes de deitar, em especial o couro cabeludo. “Agora, se a dermatite já estiver se manifestando, o uso de cremes ou shampoos a base de antifúngicos e corticosteroides pode ser necessário de acordo com a avaliação de cada caso. A isotretinoína por via oral em doses baixas também pode ser considerada em casos associados à seborreia”, finaliza a especialista.
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