Mamoplastias: a cirurgia plástica preferida das brasileiras

Imagem ilustrativa da internet



Aumentar, reduzir e levantar são os três objetivos que levam milhares de pacientes a recorrerem a cirurgia plástica estética de mama. A procura é tanta que de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica as cirurgias de mama representam quase 40% do total de cirurgias plásticas realizadas no Brasil no ano passado.

Dentro do leque de procedimentos estéticos, são três tipos de mamoplastia realizadas atualmente: de aumento, que envolve o implante da prótese de silicone, de redução, em casos de peitos muito volumosos e a mastopexia, que levanta o peito por meio da remoção do excesso de pele.  O mais popular e que foi a cirurgia plástica mais realizada no país em 2016, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, foi a mamoplastia de aumento com mais de 250 mil procedimentos.

Mesmo com a popularidade em alta, o cirurgião plástico Ariosto Santos explica que há muitos quesitos a serem esclarecidos antes de se submeter à cirurgia. “O primeiro passo é procurar o cirurgião plástico para avaliar o biótipo da paciente e a qualidade da pele na região. Às vezes, a paciente chega ao consultório com uma ideia, de colocar silicone, por exemplo, mas pode ser que a mastopexia seja o mais indicado para ela. O médico ajuda a alinhar as expectativas aos possíveis resultados”, destaca.

Para cada tipo de cirurgia, há técnicas e procedimentos específicos que devem ser levados em conta. Ariosto Santos explica alguns deles:

Idade: quando realizar a cirurgia?
Na maioria dos casos, é indicado que a mamoplastia seja realizada a partir dos 18 anos, pois é quando a mama já se encontra completamente desenvolvida, evitando alterações no resultado. 

Qual o tipo de mamoplastia?
A mamoplastia de aumento é a mais comum, sendo procurada por mulheres que desejam ter seios maiores e mais rígidos e optam pelo implante da prótese de silicone. Ela, no entanto, não corrige a flacidez, por isso é associada muitas das vezes à mastopexia, que é feita para dar forma à mama quando está muito caída e flácida, o que costuma ocorrer após amamentação ou devido a oscilações de peso.
Outro tipo de mamoplastica é a redutora, realizada quando o seio tem é muito grande e desproporcional ao do corpo, o que pode causar dor nas costas. É removido o excesso de gordura e pele para diminuir a mama e deixa-la em um tamanho proporcional. Também é comum que o procedimento seja associado ao implante de silicone ou à mastopexia.

Qual tipo de prótese escolher?
Há vários tipos de próteses, que variam em formato e tamanho, para atender as necessidades de cada paciente. Ainda no consultório, o cirurgião plástico apresenta para a paciente os modelos que podem ser utilizados e os possíveis efeitos estéticos de cada tipo após a cirurgia. Antes de escolher, é preciso levar em conta as expectativas e as recomendações médicas para adequar o desejo da paciente às possibilidades técnicas existentes e ao conjunto estético corporal.

Silicone por cima ou por baixo?
De modo geral, quem tem um seio muito pequeno e menos tecido para cobrir o implante, pode ser mais indicado a utilização da técnica submuscular, quando o silicone é colocado por baixo do músculo. Já as mulheres que contam com uma espessura de pele maior, há mais possibilidade de escolha. 

A mamoplastia afeta a amamentação?
O implante de silicone mamário não atrapalha a amamentação. Quando colocada corretamente, a prótese não afetará a glândula mamária. No caso de mamoplastias de redução, por outro lado, haverá uma diminuição glandular, comum nesse tipo de cirurgia, que pode causar redução do volume lácteo.
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