Câncer tem cura. Previna-se

Mitos e verdades sobre o uso da pílula anticoncepcional



Os contraceptivos fazem parte da rotina da maioria das mulheres. Ao todo 79% das brasileiras, fazem o uso de métodos para evitar a gravidez, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em 2015. Para a obstetra e ginecologista Juliana Couto o método mais convencional e grande gerador de dúvidas no público feminino é a pílula anticoncepcional.
A especialista afirma que existem diversos tipos de pílulas com várias funcionalidades. “Os anticoncepcionais são medicamentos compostos por hormônios sintéticos, estrogênio e progesterona, parecidos com os naturais produzidos pelo organismo feminino. Além de prevenir a gravidez, elas também são utilizadas para tratamentos de endometriose, ovários policísticos e problemas com acnes”, declara.
Um dos mitos que normalmente gera questionamento é relacionado ao ganho de peso após o uso continuo. Segundo a ginecologista, o que a ingestão pode causar é a retenção de líquidos e um aumento na vontade de consumir carboidratos. Ela afirma, porém, que existem medicamentos com composições diferenciadas que diminuem esses sintomas. 
Outra dúvida comum, segundo a obstetra, é sobre o uso de antibióticos e ingestão de álcool que atrapalha a eficácia da pílula. Isso acontece devido à metabolização que ocorre no fígado podendo reduzir e até cortar o efeito das pílulas anticoncepcionais. Durante esse período é aconselhável o uso adicional de outras medidas contraceptivas.
Quando o tema é acerca da fertilidade, dúvidas como o uso durante um período muito longo aparecem. Segundo a ginecologista o questionamento é um mito. Pois, as pílulas são em baixas doses, e logo quando o medicamento é interrompido a mulher volta a ovular. “O que acontece é que algum outro fator, como a idade, pode explicar a dificuldade para engravidar”, relata.
Já o esquecimento da pílula não está de fora da lista de mitos e verdades. A crença de que é possível tomar duas pílulas de uma vez é muito abordado pelas mulheres. De acordo com a especialista, esse questionamento não tem fundamento, pois o efeito da pílula foi comprometido. Nestes casos, se pode tomar outra pílula em até 12h depois do esquecimento, passando desse período, não adianta tomar. Além disso, a variação de horário também compromete o efeito.


Juliana Couto reitera que nem todas as mulheres podem fazer o uso da pílula, devido às condições especificas de cada organismo. “Em caso de mulheres fumantes, é ideal que não se faça o uso do anticoncepcional. Essa combinação pode aumentar em oito vezes o risco de trombose em quem já tem pré-disposição para a doença. Antes de tomar qualquer medicamento, é necessário que se busque orientação médica, a fim de saber se está apto ou não”, finaliza.
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