Em um relacionamento saudável com os alimentos desde a infância

Em um relacionamento saudável com os alimentos desde a infância
Nos últimos 10 anos, a obesidade cresceu cerca de 60% e é considerada uma epidemia mundial. Além disso, pesquisa divulgada no mês passado pela Organização Mundial de Saúde e pelo Imperial College de Londres, mostra que o número de crianças e adolescentes obesos passou de cerca de 11 milhões, em 1975, para 124 milhões em 2016.


Crescimento populacional, mudança cultural e de hábitos, crescente acesso a alimentos cada vez mais industrializados são apontados pelos especialistas como os principais motivos do aumento, que traz com ele o consequente crescimento no número de doenças como hipertensão e diabetes.

“As crianças são vítimas de um problema grave e complexo, que envolve uma série de questões, mas percebemos que também mora nelas um caminho para tornar a relação com o alimento algo mais equilibrado e, portanto, saudável”, afirma a nutricionista da Escola Monteiro, Rafaela Brito Fardin.

Rafaela é uma das responsáveis na escola pelo desenvolvimento de um projeto que tem como objetivo contribuir nesta mudança. “Os hábitos alimentares se formam na família, mas a escola pode atuar como um parceiro no sentido de incentivar o novo olhar. E é esse o nosso objetivo ao propor na Monteiro logo no 1º ano do ensino fundamental projetos relacionados à alimentação, à saúde, à qualidade de vida e ao bem-estar”, informa a diretora pedagógica da Monteiro, Penha Tótola.

Em desenvolvimento ao longo de todo o ano, tendo continuidade nas séries seguintes com abordagens diferenciadas, o projeto desenvolvido em 2017 será encerrado no mês de novembro com atividades envolvendo crianças e famílias.

Visita de alunos e famílias a uma propriedade rural que tem foco na produção de alimentos orgânicos, realização de uma feira de orgânicos dentro da escola – com a proposta de se tornar uma atividade regular na escola em 2018 –, palestras sobre alimentação primária – que inclui questões além da comida, como sono e consumo de água – e prática de atividades que proporcionam equilíbrio entre corpo e mente, como a ioga, estão na lista de atividades já realizadas e por acontecer.


“As crianças participam de todo o processo, como agentes. Isso faz toda a diferença. Na feira orgânica, elas vão comprar o alimento e levá-lo para a casa para realizar em família uma receita que será compartilhada com o grupo no encerramento do projeto, quando será lançado um livro com as receitas com direito até a sessão de autógrafos”, conta a coordenadora do ensino fundamental 1, Juliana Poltronieri.
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