Governo Federal volta atrás e não vai mais privatizar a Codesa



O Porto de Vitória não será mais privatizado. Depois de anunciar, em agosto, que a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), estatal que administra os portos de Vitória e da Barra do Riacho, seria incorporada ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o Governo Federal voltou atrás e não pretende mais vender ou conceder a companhia ao setor privado.
O ministro dos transportes, Maurício Quintella encaminhou um ofício ao secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos, em que recomenda a retirada da companhia do pacote de privatizações. O documento propõe a concessão apenas do terminal de Barra do Riacho, em Aracruz. A decisão foi muito comemorada pela bancada capixaba.
"A concessão apenas do terminal de Barra do Riacho pode contribuir para o desenvolvimento e dinamismo da nossa economia vinculada ao comércio exterior. Essa decisão era desejada e batalhada havia vários anos pelos empreendedores, trabalhadores portuários, lideranças políticas e institucionais de nosso Estado. Uma ótima notícia para os capixabas", afirmou o deputado Lelo Coimbra.
O Ministério dos Transportes foi acionado pela reportagem do Gazeta Online para comentar o assunto, mas até a publicação desta matéria não havia dado retorno.
A CODESA
A companhia foi criada em 1983. Em 1988, foi estabelecida a a área do Porto Organizado de Vitória (municípios de Vitória e Vila Velha) e Barra do Riacho (Aracruz), época em que também foi extinta a Portobrás, determinando, assim, a descentralização dos serviços da União para com as Companhias Docas federais.
O Cais Comercial de Vitória tem 456 metros de comprimento e o pátio de estocagem e manuseio de cargas possui 40 mil metros quadrados. A dragagem da baía de Vitória, iniciada nos anos 90, não terminou até hoje. A promessa é de que seja entregue até final do ano, quando, finalmente, o canal de evolução terá os 14 metros de profundidade prometidos lá em meados dos anos 90.

O contrato em vigor foi fechado em 2012, com um valor inicial de R$ 85,6 milhões. No ano passado, após ficar quase um ano parado, a obra saltou para R$ 120 milhões, fora outras tentativas frustradas de aumentar a profundidade do porto. Na ocasião, o argumento é de que foi encontrado no fundo do mar rochas de argila plástica, um material que exigia o uso de outro equipamento, daí o adicional no contrato com o consórcio.
Tecnologia do Blogger.