ABRH-ES anuncia vencedores do Prêmio Ser Humano 2017

O prêmio é um reconhecimento às boas práticas em gestão de pessoas e, neste ano, teve recorde de trabalhos inscritos

Em sua 14ª edição, o Prêmio Ser Humano, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-ES), premiou os vencedores na terça-feira (28), em solenidade realizada no auditório do Conselho Regional de Administração (CRA), em Vitória. O objetivo do prêmio é compartilhar e reconhecer iniciativas, na área empresarial e acadêmica, que façam a diferença nas relações de trabalho. Nesta última edição, o número de projetos inscritos foi recorde: 29, sendo 12 na categoria acadêmica e 17 na categoria empresarial.

Na categoria empresarial, que conta com três subcategorias (Administração, Desenvolvimento e Sustentabilidade), os projetos vencedores foram das empresas Laboratório Bioclínico, Estaleiro Jurong e Realmar Distribuidora (Extrabom). A categoria acadêmica tem duas subcategorias (Estudante e Jovem) e em ambas os vencedores são da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Todos os vencedores estão classificados para participar da edição 2018 do Prêmio Ser Humano Nacional.

Os critérios adotados no julgamento dos trabalhos levam em conta os aspectos: inovação, aplicabilidade, qualidade, relevância e resultados. As práticas vencedoras do Prêmio Ser Humano 2017 envolvem temas como a ressocialização de presos, transferência de conhecimento internacional como diferencial estratégico, desenvolvimento contínuo dos colaboradores como forma de minimizar erros, o uso de jogos virtuais na gestão de pessoas e estratégia de gestão de pessoas em movimento em empresa júnior.

A presidente da ABRH-ES, Katia Vasconcelos, destacou que a realização do Prêmio Ser Humano busca contribuir com reflexões sobre um mundo em permanente transformação. “Há uma urgente necessidade de se repensar conceitos e práticas nos espaços de trabalho, de forma a obtermos relações saudáveis e produtivas”, observa ela, acrescentando que as iniciativas compartilhadas no prêmio sinalizam nessa direção. Tatiana Pelissari, diretora de relacionamento da ABRH-ES e coordenadora do Prêmio Ser Humano 2017, destaca que a premiação também visa dar visibilidade e destaque a iniciativas que possam inspirar pessoas e organizações, além de estimular a pesquisa e o estudo.

A solenidade de premiação teve a participação da diretora da ABRH Brasil, Danielle Quintanilha, que destacou a evolução do Prêmio Ser Humano. “É muito gratificante ver o crescimento da participação das empresas e estudantes, mostrando suas iniciativas. O evento também contou com a presença do presidente da ABRH-RJ, Paulo Sardinha. “Esse prêmio é um espaço aberto à inovação e os cases apresentados são de muita qualidade”, disse ele.

INCLUSÃO – Antes do anúncio dos vencedores do Prêmio Ser Humano, os participantes da solenidade tiveram a oportunidade de conhecer um pouco da história da professora Sara Mendonça Ramos, que falou sobre um tema cada dia mais atual: a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Ela, que só tem 2% da visão, aprofundou estudos em Pedagogia Empresarial, pois vê a inclusão de pessoas com deficiência como um desafio que vai muito além de se cumprir as cotas legais exigidas das empresas. Sara enfatizou que há muito o que avançar nesse campo, destacando estatísticas que indicam que apenas 0,77% dos empregos formais no Brasil são ocupados por pessoas portadoras de deficiência.


Com a palavra, os premiados

“Desenvolvemos esse projeto há quatro anos e acreditamos muito nele. O comércio varejista, além de ser um dos maiores empregadores, também tem demonstrado preocupação com a sustentabilidade, com a inclusão. No ano passado participamos do prêmio com o projeto de inclusão de deficientes auditivos, e agora com mais um projeto, que é a recuperação de detentos. Tem sido um aprendizado para gente ver as pessoas se recuperando e se ressocializando. Isso é a cara do RH e ser reconhecido com a conquista desse prêmio é muito gratificante”.
Fabiana Gonçalves Vieira (Extrabom)
1º lugar na categoria Empresarial - Sustentabilidade
Projeto: Sem medo de reeducar: uma empresa que acredita e pratica a ressocialização do preso

“O projeto já expatriou mais de 100 jovens que passaram por aprendizado contínuo em Singapura por 15 meses, e depois vieram para os estaleiros do grupo. Trazem uma bagagem que não é só cultural, mas principalmente técnica, estamos construindo a história da indústria naval do Espírito Santo. Estamos muito felizes com a conquista desse prêmio, que consideramos um pontapé para a busca de outros reconhecimentos”.
Lucila Magalhães Lopes Gonçalves (Estaleiro Jurong)
1º lugar na categoria Empresarial - Desenvolvimento
Projeto: Programa de Transferência de Conhecimento Internacional como Diferencial Estratégico em uma Multinacional

“Esse prêmio é a realização de um sonho. Esse trabalho durou pouco mais de um ano e a gente teve resultados muito positivos em aspectos que vão além do que esperávamos. A iniciativa teve a dedicação da empresa inteira e ser reconhecido é extraordinário. Fiquei sabendo do prêmio no CEARH (Congresso Estadual de Gestão de Pessoas), fomos nos informar e nos inscrevemos. Vale a pena participar de iniciativas como esta e ver nosso trabalho reconhecido pela ABRH”.
Thávita Biasutti Sanson (Laboratório Bioclínico)
1º lugar na categoria Empresarial - Administração
Projeto: Desenvolvimento Contínuo – Aprimorando a Atenção e Memória dos Colaboradores como forma de minimizar os erros e impactos nos processos

“Para mim foi experiência incrível. Não sou da área de gestão de pessoas (é formado em Engenharia Química), mas pude desenvolver esse trabalho que envolve planejamento e desenvolvimento, aplicação de feedback, tive que buscar conhecimento, pesquisar e me identifiquei muito com a área. Esse reconhecimento faz com que a gente se sinta motivado para continuar, gerar mais resultados para as empresas e impactar a realidade em que estamos inseridos”.
Silas Azevedo Caetano (Ufes)
1º lugar na categoria Acadêmico - Jovem
Projeto: Definição da Estratégia de Gestão de Pessoas no Movimento Empresa Júnior

“O que motiva a participar de premiações como esta é o fator novidade. Cada vez que participo me sinto mais motivada para o próximo ano. Sempre estou incomodada com alguma coisa que vejo na realidade e fico querendo resolver. Digo que a gente não trabalha para ganhar prêmio, mas quando acontece fico muito feliz porque alguém está certificando que aquilo deu certo. O prêmio também já me produziu oportunidades profissionais, pois dá visibilidade e as oportunidades surgem”.
Anna Paula Sampaio Barbosa (Ufes)
1º lugar na categoria Acadêmico - Estudante
Realidade virtual, jogos e gestão de pessoas: atravessando um mundo de desafios
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