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Em fevereiro deste ano, o deputado Erick Musso (PMDB) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales). O mais jovem presidente de Assembleia do País (na época, com 29 anos) prometeu modernizar a estrutura do Legislativo e abrir as portas do Palácio Domingos Martins ao povo capixaba. Com o final do ano legislativo, a Web Assembleia conversou com o presidente para ele fazer um balanço sobre os principais fatos nesse primeiro ano de mandato. 


O senhor foi eleito em fevereiro deste ano trazendo novas ideias para a Ales. Entre as realizações deste ano, quais poderia destacar? 
Dois mil e dezessete foi um ano desafiador. Implementamos ajustes financeiros para sobreviver aos tempos de crise e a um orçamento R$ 11 milhões menor que o do ano passado. E, mesmo assim, conseguimos fazer investimentos importantes nas carreiras dos servidores, na reabertura do restaurante, na inauguração de um novo estacionamento, no início das atividades do Procon Assembleia e da Procuradoria da Mulher. Iniciamos programas importantes como o Revisa Ales, que vai rever leis em desuso; e o Ales Digital, que vai dar mais celeridade e transparência a tramitação dos processos. Em breve, também teremos emissão de CPF e RG no Palácio Domingos Martins. Estamos abrindo a o acesso do cidadão à Assembleia cada vez mais. 


O que você gostaria de ter feito esse ano, não conseguiu fazer, mas espera conseguir no ano que vem? 
Acredito que fizemos tudo que havíamos planejado. Cortamos R$ 5 milhões de despesas e ainda assim fizemos investimentos importantes. A conclusão da instalação do sistema wi-fi na Casa deve ficar para o início de 2018. Eu espero que no ano que vem mantenhamos esse ritmo de investimentos e responsabilidade com o dinheiro público para melhor atender à população do Espírito Santo. 


A Casa tem uma tradição de economia nos gastos públicos, inclusive, devolvendo dinheiro ao Executivo. Isso foi mantido pela atual Mesa? 
Um recente estudo feito pela UnB atestou isso: a Assembleia do Espírito Santo é a segunda do País com menor custo por projeto de lei aprovado. Só fica atrás da Assembleia de Goiás. É uma conquista muito grande e um orgulho enorme poder fazer tão bom uso do dinheiro público, que é devolvido ao cidadão em forma de serviços prestados. 


O ano teve alguns momentos de tensão. Logo no início da sua presidência houve o momento de crise da PM; troca de comissionados ligados à Mesa; em julho a questão da aprovação do uso de parte do dinheiro do Fundo de Redução das Desigualdades para custeio das prefeituras; além de debates acalorados em Plenário. Como foi lidar com essas situações exercendo a presidência da Ales pela primeira vez e com tão pouca idade? 
A vida pública nos desafia todos os dias. A vida da gente nos desafia diariamente também. Com 30 ou 60 anos de idade teremos responsabilidades, problemas para gerenciar e conquistas para comemorar. Eu tenho tido muito o que celebrar. Apesar da crise por que passa o País, o Espírito Santo tem dado sinais de reação gradual. Resultado das políticas públicas do governo e do trabalho eficiente dessa Casa, que trabalha em sintonia com o Poder Executivo para fazer a engrenagem girar.


A crise da PM e o debate sobre o fundo de repasse para os municípios são reflexos da democracia: acaloram o debate e nos fazem amadurecer. Crises são oportunidades de crescimento e eu, em qualquer idade, vou sempre levar isso comigo. 


Deixe uma mensagem para os servidores e para os capixabas de modo geral para 2018. O que eles podem esperar da Assembleia Legislativa? 
Terminamos um ano difícil, mas de muito aprendizado. Meu desejo é que 2018 seja um ano ainda mais desafiador, quando vamos começar a colher os frutos do plantio que fizemos esse ano. Vai ser um ano melhor, sob as bênçãos de Deus e o trabalho duro da nossa gente, incansável nas lutas diárias. A gente planta esperança para colher o futuro logo ali. Que estejamos juntos!

Por: Gleyson Tete 
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