Leia após a publicidade


Com o forte calor do verão, é normal que muitas famílias busquem praias, piscinas e cachoeiras para se refrescarem. Muitas delas aproveitam o verão e as férias das crianças para viajar e conhecer novas praias e novos ambientes. Mas há um risco que pode comprometer toda a família: mergulhar em águas desconhecidas.

Segundo a Sociedade Brasileira da Coluna (SBC), no verão, os números de acidentes causados pelo mergulho aumentam e são a segunda principal causa de lesões medulares no Brasil. O risco de encontrar águas rasas é real e muitas pessoas sofrem lesões na coluna cervical e medula espinhal ao se jogar de cabeça ou serem jogados durante uma brincadeira em lugares de pouca profundidade.

O ortopedista e cooperado da Unimed Vitória, Bernardo Terra, explica que é fundamental primeiro conhecer o local e avaliar bem os riscos antes de fazer qualquer tipo de mergulho. “Alguns traumas na coluna, em função desse mergulho de cabeça, podem levar a pessoa a ficar paraplégica ou tetraplégica. Dependendo do grau da lesão na coluna, pode ocorrer uma interrupção parcial ou totalmente das conexões nervosas do cérebro para os membros’’, explicou o profissional.

Confira algumas dicas simples para evitar esse tipo de acidente:

- Identifique a profundidade da piscina. O ideal é que tenha ao menos o dobro de sua altura;
- Evite mergulhar com muita velocidade ou de lugares muito altos. Quanto mais rápido você chegar ao fundo, mais perigoso é o mergulho;
- Evite mergulhar com o corpo em um ângulo quase perpendicular na água. Prefira uma “barrigada” a uma “cabeçada”;
- Evite cambalhotas ou pular de costas na água;
- Não mergulhe de cabeça em locais desconhecidos;
- Não mergulhe em água turva;
- Faça o primeiro mergulho em pé;
- Evite brincar de empurrar amigos em piscinas, cachoeiras e no mar;
- Não corra para pular na piscina: as bordas podem estar escorregadias;
- Não se deixe levar pelas brincadeiras e provocações de amigos que querem que você mergulhe de cabeça.
Tecnologia do Blogger.