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Um grupo de jovens mulheres grafiteiras está pintando o muro da Rádio Espírito Santo. O convite partiu da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH), com a proposta de elas retratarem, por meio da arte do grafite, o empoderamento e a diversidade feminina. O projeto é uma parceria da SEDH com a Superintendência Estadual de Comunicação e com a Rádio ES.
Denominado “Elas por Elas” o projeto é colaborativo e conta exclusivamente com a participação feminina. Cerca de dez mulheres, dentre elas há meninas de até oito anos de idade, estão participando, sobre coordenação de grafiteiras mais experientes, para a criação deste muro. As jovens fazem parte de coletivos culturais, como o Ocupa Flexal, de Flexal II, Cariacia, um dos bairros atendidos pelo Programa Ocupação Social.
Foto: Assessoria de Comunicação/ SEDH
Para Karen Valetim, artista que está coordenando a pintura do muro, esta ação simboliza o direito das mulheres ocuparem os espaços que desejam dentro da sociedade, mesmo aqueles que são tidos como masculinos. “Estar aqui pintando o muro e interagindo com a cidade e com as pessoas, com liberdade para fazer o que a gente gosta e para falar do que a gente acredita, é uma oportunidade única. Nós queremos retratar a história de mulheres negras e indígenas, abordando a potencialidade da história de vida dessas mulheres, chamando a atenção para a força dessas mulheres, e levantar o debate sobre empoderamento feminino. Estar aqui, junto com essas meninas, é uma prova de que nós podemos ocupar os espaços que nós quisermos”, finalizou.
O secretário de Estado de Direitos Humanos, Julio Pompeu, comentou a ação. “Em muitas cidades do mundo, na Europa e nos Estados Unidos, o grafite é visto e apreciado como uma demonstração artística. Mas aqui no Brasil, a gente ainda discrimina, porque é expressão de arte da periferia. Mas é justamente por isso que nós convidamos essas artistas, algumas moradoras dos bairros atendidos pelo Programa Ocupação Social, para estarem numa área nobre da capital, embelezando um espaço e trazendo diversas linguagens para expressar o combate ao machismo e o empoderamento feminino”.

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