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Artigo publicado na revista médica JAMA indica benefícios da dieta “low carb high fat” para o controle do tipo 2 da doença

Ganhando cada vez mais adeptos, a dieta cetogênica – uma das versões da chamada “dieta low carb” – pode ser uma alternativa interessante tanto para quem busca perder peso quanto para quem sofre de diabetes do tipo 2. A afirmação é do “Journal of the American Medical Association” (JAMA), uma das publicações científicas mais relevantes do mundo, que, neste mês, divulgou um artigo sobre o tema.

 “A dieta cetogênica se baseia na ingestão mínima de carboidratos, priorizando alimentos ricos em gorduras saudáveis”, explica a especialista em clínica médica e em nutrição funcional Sarina Occhipinti, do Instituto Sari. “Quando você restringe os carboidratos da dieta, você induz o organismo a entrar em cetose, o que ocorre quando o corpo passa a queimar a gordura como fonte de energia, em vez de carboidratos”, completa.

Esse funcionamento da dieta cetogênica favorece o controle do diabetes tipo 2, uma doença que afeta a forma como o corpo metaboliza a glicose (açúcar no sangue), seja porque o organismo não consegue mais produzir insulina suficiente ou porque desenvolveu uma certa “resistência” ao hormônio. Conviver com a doença é possível, controlando a alimentação e usando medicação, quando necessário.

Segundo o artigo, pesquisas indicam que a dieta low carb pode melhorar a sensibilidade à insulina em até 75%, em alguns casos. Isso acarreta na possibilidade de diminuir a medicação para o diabetes, além de demonstrar melhoras na pressão arterial, na glicemia pós-prandial (medida da glicose após as refeições) e na secreção de insulina.

Controle do apetite
Além da queima de gordura acelerar a perda de peso, existem evidências de que a dieta cetogênica também ajude a suprimir o apetite. “Isso ocorre tanto por causa da própria produção dos corpos cetônicos, que são a principal fonte de energia nessa dieta, quanto por alterações hormonais que podem acontecer devido às mudanças na dieta, regulando o apetite e diminuindo a fome”, explica Sarina. Além disso, as proteínas e lipídios são mais capazes de promover saciedade do que os carboidratos, e existe uma aceleração metabólica que tem papel importante na manutenção do peso.

Para quem segue a dieta, vários benefícios podem ser colhidos no longo prazo. O controle da pressão sanguínea, aumento do nível de colesterol HDL (já chamado de “bom colesterol”) e redução de triglicérides são alguns deles.

Mas é preciso escolher as gorduras certas. “A dieta não oferece riscos se forem ingeridas gorduras que não intoxicam o organismo”, reforça Sarina. “Entre elas estão o óleo de linhaça, óleo de cártamo e óleo de coco, que são chamados de triglicérides de cadeia média. Elas são gorduras mais fáceis de serem quebradas pelo organismo para serem usadas como energia, ao contrário das gorduras de cadeia longa”.

A médica alerta que toda dieta deve ser acompanhada por um especialista. “Principalmente no caso de diabéticos, deve haver um acompanhamento profissional para ajustar a dieta cetogênica às necessidades e especificidades do organismo do paciente”, afirma.

Sobre Sarina Occhipinti
Sarina Occhipinti é especialista em Clínica Médica e em Nutrição Funcional, do Instituto Sari. Atua há 23 anos em ambulatório de obesidade e regulação hormonal, sendo também pós-graduada em Homeopatia e em Manutenção da Homeostase Endócrina e Prevenção de Doenças Relacionadas à Idade. Sarina é certificada em Bioquímica do Metabolismo aplicado à Obesidade e Doenças Crônicas e Degenerativas e em Endocrinologia Avançada pela A4M (Universidade de Washington). É também membro da American Anti-Aging Academy, da Associação Brasileira de Ozonioterapia e da Associação de Médica de Prática Ortomolecular.

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