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Uma nova proposta de compra do terreno da Braspérola foi apresentada à Justiça em dezembro, após uma perícia, feita no segundo semestre de 2017, ter avaliado o imóvel em R$ 51,8 milhões. O valor oferecido foi 60% do cotado: R$ 31,08 milhões.
A responsável pela oferta foi a empresa Cofervil Indústria e Comércio de Ferros Vitória Ltda, empresa de Cariacica, cujos sócios são Odival Antonio Rocon e Camille Zanotti Rocon. Quem apresentou a proposta à Justiça foi a Finamore e Simoni Advogados Associados, representantes legais da companhia. A reportagem não conseguiu contato com os representantes da empresa.
A área oferecida fica às margens da BR 262, em Cariacica, e tem 462,8 mil metros quadrados, sendo 63,7 mil m2 edificados, 181,4 mil m2 sem edificações e 217,6 mil m2 de reserva legal.
Segundo a proposta, o valor de R$ 31,08 milhões seria pago em uma entrada de R$ 7,2 milhões e mais duas parcelas: uma 45 dias após a entrada, de R$ 12,88 milhões, e outra 30 dias após a primeira parcela, de R$ 11 milhões.
Apesar da proposta, os prazos para que os donos da Braspérola se manifestem sobre o valor determinado pela perícia ainda não terminaram – estão abertos até 5 de fevereiro, explica o administrador judicial da massa falida da Braspérola, Rogério Spitz.
“Os sócios têm que se manifestar sobre a última avaliação, em R$ 51 milhões, se eles querem reavaliar ou não. Depois, o juiz vai decidir a modalidade de venda, que pode ser leilão, proposta fechada, ou pregão, que é um híbrido entre leilão e proposta fechada. Fica a escolha do juiz”, explica.
Enquanto esse prazo corre, qualquer cidadão pode apresentar proposta de compra. “Mas quem decide, ouvindo Ministério Público e credores, é o juiz”, pontua Spitz.
TENTATIVAS
 
A Justiça já tentou vender o imóvel três vezes. Em maio de 2015, a área total da Braspérola foi oferecida por R$ 80,5 milhões em leilão judicial, que terminou sem propostas. Uma segunda etapa foi realizada em 12 de junho, e o valor considerado foi 60% do primeiro: R$ 48,3 milhões. Mesmo assim, os lances ficaram abaixo do mínimo estabelecido.
Em novembro, um novo leilão foi feito. Na primeira fase do certame, foi pedido R$ 51,6 milhões, mas não houve lances. Em dezembro, o valor fixado foi de R$ 31 milhões.
O primeiro leilão aconteceu em 2011, mas foi anulado pela Justiça. A Braspérola fechou no ano de 2001 e os 670 funcionários foram dispensados.
A EMPRESA
Produção
A Braspérola foi uma empresa ícone na produção de linho no mundo e exportava seus produtos principalmente para a França.
Decadência
Contudo, no final da década de 1990 e começo dos anos 2000, por problemas financeiros, o complexo de Cariacica, que produzia linho fino, foi fechado.
Portas fechadas
Em 2001, a empresa fechou as portas e dispensou 670 funcionários. Em 2005, a falência foi decretada pela Justiça.
FALÊNCIA
Justiça
O processo de falência corre na Vara de Recuperação Empresarial e Falência de Vitória. Uma lista com o nome dos credores foi divulgada pela Justiça em dezembro. Novos editais ainda serão publicados.
Credores
Só de credores trabalhistas, são cerca de 1.700 ex-funcionários e aproximadamente R$ 5 milhões em dívidas. Os montantes devidos são valores como insalubridade e restos de rescisão de contratos que não foram pagos.
Terreno
Para pagar os credores, o terreno onde fica a empresa, às margens da BR 262, em Cariacica, e que tem 462.848,68 m2, precisa ser vendido.
Leilões
A Justiça já fez três leilões entre 2011 e 2015, mas nenhum deles teve sucesso.
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