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O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da força-tarefa de investigação dos crimes cometidos durante o movimento paredista da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo (PMES), em fevereiro de 2017, e da Promotoria de Justiça junto à Vara da Auditoria Militar, divulgaram dados dos trabalhos realizados. Criada em março de 2017, com o objetivo de acompanhar e participar das investigações dos ilícitos cometidos durante a paralisação da Polícia Militar, a força-tarefa priorizou, inicialmente, a apuração dos homicídios consumados, dos incêndios de ônibus, latrocínios, ações das mulheres e parentes de policiais e crimes militares.
 
Conforme o novo relatório, atualizado até o final de janeiro de 2018, o MPES já ofereceu à Justiça 1.087 ações penais referentes a crimes cometidos durante o movimento dos militares. Desse total, foram oferecidas 76 ações penais que tratam de homicídios cometidos durante a paralisação, o correspondente a 36% do total. No país, a média de esclarecimentos de casos de homicídios gira em torno de 15%, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
 
Em relação aos cinco casos registrados de ataques a ônibus, três foram denunciados e representados à Justiça, e os outros dois foram arquivados por desconhecimento de autoria. O MPES também apresentou à Justiça 172 ações penais referentes a roubos e 154 ações penais por casos de furtos praticados em fevereiro, durante o movimento paredista.
 
Militares
Na Promotoria de Justiça junto à Vara da Auditoria Militar estão em andamento 106 Inquéritos Policiais Militares (IPMs), enquanto outros 25 já foram concluídos. Do total de IPMs encerrados, o MPES ofereceu 14 denúncias que envolvem 30 militares, sendo oito oficiais e 22 praças.
 
Atuação
Logo no início da paralisação, o MPES constituiu um comitê de gestão de crise, composto por promotores e procuradores de Justiça, que trabalharam intensamente para solucionar os impasses e garantir a proteção da sociedade, tomando medidas judiciais e extrajudiciais, inclusive com o emprego constante de técnicas de mediação, promovendo o diálogo entre os envolvidos.
 
Após a paralisação, além da força-tarefa, o MPES atuou em relação ao movimento paredista por meio do Núcleo Permanente de Autocomposição de Conflitos (Nupa) e promotores que participaram da conciliação entre as associações militares e representantes do Governo do Estado, além da atuação da Promotoria de Justiça junto à Vara da Auditoria Militar e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
 
Principais números do novo relatório:
 
Total de ações ajuizadas: 1087
 
Força-tarefa
- Homicídios: Ações Penais ajuizadas pelo MPES: 76
- Roubos: Ações Penais ajuizadas pelo MPES: 172
 - Furtos:  Ações Penais ajuizadas pelo MPES: 154
- Ataques a ônibus: Dos cinco casos, três foram denunciados e representados e dois arquivados por desconhecimento de autoria.
- Latrocínios: três denúncias (dois outros Inquéritos Policiais foram concluídos em novembro e resultarão em denúncias). Três casos ainda estão sob investigação.
 
Promotoria de Justiça junto à Vara da Auditoria Militar
- 106 Inquéritos Policiais Militares (IPMs) em andamento
- 25 IPMs concluídos
- 14 denúncias oferecidas à Justiça
- 30 militares denunciados – oito oficiais e 22 praças

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