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Uma liminar concedida em dezembro de 2017, pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte, proíbe a aplicação de toxina botulínica (popularmente conhecido como Botox) – e outros tipos de preenchedores faciais – por dentistas, para uso estético. A decisão partiu de um pedido cautelar feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) e anula a Resolução 176/2016, do próprio Conselho Federal de Odontologia (CFO), que liberou a prática em setembro de 2016. Com a decisão, as substâncias continuam sendo utilizadas pelos profissionais, mas somente para tratamentos odontológicos e dentro de sua área de atuação. 

O cirurgião plástico Arthur Barros explica que a aplicação da toxina pode trazer vários benefícios se aplicada corretamente. Mas para que os efeitos sejam satisfatórios é preciso ter cuidado: “A aplicação de toxina botulínica requer conhecimento minucioso da anatomia e fisiologia facial, com ênfase nos músculos superficiais e profundos, principalmente na região ao redor das pálpebras”. 

Mas para que um dentista usa as toxinas? Há vários tipos de tratamento que podem ser realizados por um odontologista, mas os principais são: para tratamentos de bruxismo, quando o paciente range ou aperta os dentes com força durante o sono, provocando um desgaste dos dentes; dores faciais, provocadas por alterações nas articulações.
Os tratamentos apresentam resultados, mas se mal aplicada, a toxina pode causar problemas. “A mais temida complicação é a queda da pálpebra superior, que pode até prejudicar a visão do paciente. Assimetrias, queda de sobrancelha, angulação excessiva – quando a sobrancelha fica muito alta –, e até dificuldade ao sorrir, são alguns dos problemas apresentados se a toxina botulínica foi aplicada por um profissional despreparado”, explica Barros. 

Para o cirurgião plástico, estudar a anatomia, a fisiologia e as doses adequadas para as diferentes áreas do rosto é essencial para o profissional que realiza esse tipo de procedimento. “O mais importante é a indicação apropriada. É primordial recorrer a profissionais e clínicas qualificadas e credenciadas”, ressalta.

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