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O tratamento com radiação não reduz a imunidade do paciente, afirma a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT)


Aqueles que têm câncer fazem parte de um grupo de risco para o qual a vacina contra a febre amarela não é indicada. Isso por causa da baixa imunidade, que eleva a possibilidade de sofrerem reações graves. Mas será que essa recomendação vale para todos eles? Segundo a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), não.

Em nota técnica divulgada no dia 15 deste mês, a instituição explica que o quadro de imunodepressão apresentado por essas pessoas geralmente decorre da própria doença ou da ação de alguns tratamentos, como a quimioterapia e a imunoterapia. Desta forma, a SBRT recomenda a vacinação dos indivíduos que são submetidos apenas à radioterapia.

Avaliação médica

De acordo com o rádio-oncologista do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) Carlos Rebello, antes de tomar a vacina, a pessoa deve procurar o seu médico para uma avaliação.

“Na consulta, vai ser levado em consideração se a área onde o paciente mora registrou casos de febre amarela, ou seja, se é epidêmica ou endêmica; se ele já foi vacinado contra o vírus anteriormente; como está a imunidade e se recebeu quimioterapia ou segue outros tratamentos oncológicos combinados à radioterapia”, esclarece.

A presença de mais contraindicações também é averiguada, como ser gestante ou portador de doenças autoimunes – como lúpus e artrite reumatoide –, ter mais de 60 anos, estar amamentando ou fazendo uso de corticoide.

Febre amarela

O mais recente balanço do Ministério da Saúde sobre a situação da febre amarela no País, divulgado nesta quinta-feira (22), apontou 164 mortes e 545 casos confirmados entre julho de 2017 e fevereiro de 2018.

Atualmente, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais passam por uma campanha emergencial para imunizar cerca de 20,6 milhões de cidadãos. No entanto, existem grupos de pessoas que, devido as suas condições de saúde, precisam ser avaliados por um médico antes de receber a vacina, pois correm o risco de sofrer com reações graves. Entre elas estão grávidas, idosos e pessoas com câncer.

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