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Dentre tantas patologias já conhecidas quando o tema é câncer, pouco se escuta sobre o câncer renal e tudo que envolve seu diagnóstico e tratamento. Esse tipo de câncer pode ser considerado relativamente incomum, atingindo cerca de 150 mil pessoas no mundo, em sua maioria homens na faixa etária de 50 aos 70 anos.

Mas apesar da baixa incidência, dados do Globocan, um projeto da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que a cada dois pacientes diagnosticados com tumores renais, um acaba morrendo. Em grande parte, a razão principal dos altos índices de morte se deve à descoberta tardia da doença, quando já há presença de metástases.

A questão está sendo, inclusive, abordada na novela ”O Outro lado do paraíso”. Na ficção, a personagem Adriana foi diagnosticada com um tumor maligno no rim esquerdo, na qual o órgão já até perdeu sua função. Devido ao estágio avançado da doença e para impedir uma possível metástase, foi indicada a retirada imediata do rim afetado. 

“Em seus estágios iniciais, o câncer de rim é uma doença silenciosa. Apenas a doença mais avançada costuma apresentar sintomas como dores abdominais, sangue na urina e massa abdominal palpável, quando a pessoa tem a sensação de que está com um "caroço" na barriga” destaca a oncologista do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon) Juliana Alvarenga Rocha.

A confirmação do diagnóstico só é possível após a análise do patologista que muitas vezes ocorre após abordagem cirúrgica da lesão ou biópsia de alguma metástase, que é quando a doença já se espalhou para outros órgãos.

O principal tratamento para o câncer de rim é a cirurgia para a retirada do tumor. No ano passado, foi aprovado nos Estados Unidos o primeiro medicamento para uso na terapia adjuvante, ou seja, logo após a realização da cirurgia, o Sunitinibe. 

“Esse medicamento já é usado no nosso país, mas apenas na doença com metástase. Estudos comprovaram que a droga apresentou uma resposta positiva em pacientes com alto risco de recorrência que haviam sido operados.”, informou a oncologista Juliana.
O uso da droga em casos de adjuvância ainda não foi aprovado no Brasil.

Tipos câncer renal:

Carcinoma Renal de Células Claras: conhecido com RCC (Renal Cell Carcinoma) é o mais comum, ocorrendo em 70% a 90% dos casos. Ele tem origem no tubo responsável por filtrar as purezas do sangue.
Carcinoma Papilar: Menos comum, este câncer atinge cerca de 10% a 15% dos casos. É um tipo agressivo que pode causar metástase. Costuma causar obstrução das vias urinárias, gerando dor. Existe o carcinoma papilar tipo 1 e o tipo 2.
Carcinoma Renal Cromófobo: Ocorre em cerca 5% dos casos e é considerado um dos menos agressivos.
Ductos Coletores: Tipo de câncer extremamente raro que afeta uma estrutura do rim chamado Tubo de Bellini.
Sarcomatóides: Em geral ocorre em concomitância aos outros tipos, principalmente ao carcinoma de células claras, sendo um componente do mesmo e com características mais agressivas.

Causas e tratamento

O câncer renal tem causas variadas como tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, insuficiência renal terminal e histórico familiar, bem como algumas síndromes clínicas raras, presença de doença renal cística adquirida, uso prolongado de analgésicos não esteroides, e exposição ocupacional a alguns agentes como cádmio e derivados de petróleo, entre outros.


A escolha do tratamento depende de fatores variados desde o tipo e extensão do câncer até as condições clínicas do paciente, podendo incluir cirurgia, terapias de alvo molecular e a imunoterapia.  "Este é um tumor que não responde a quimioterapia mas os resultados no uso da imunoterapia isolada ou combinada entre elas ou com terapia alvo no tratamento de tumores renais são excelentes. Atualmente no Brasil, ela está disponível para uso isolado após falha de um tratamento inicial” finaliza a Dra Juliana.

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