O fone de ouvido é um acessório recorrente no nosso dia a dia, seja para o lazer ou para o trabalho. Porém, segundo especialistas, o uso excessivo e incorreto está causando diversos problemas auditivos, principalmente no público jovem. Coloridos, customizados, de vários tamanhos e formatos, os fones estão se tornando um vilão do mundo moderno.

Segundo a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), até 35% dos casos de surdez são consequências da exposição a ruídos diários, também presentes em boates, shows e festas. O otorrinolaringologista e cooperado da Unimed Vitória, Giulliano Enrico Ruschi, explica que a legislação brasileira recomenda a exposição de, no máximo, 85 decibéis de intensidade, por oiro horas diárias, com períodos de descanso.
Foto: Pixbay

“Apesar da recomendação, o desenvolvimento de perda de audição também depende de cada organismo. Portanto, a exposição a ruídos além do recomendado não significa, necessariamente, que vai haver perda auditiva, mas não faz bem à saúde do ouvido”, explica o médico.

O especialista alerta para as mudanças de comportamento que podem indiciar um problema de audição. “Geralmente as pessoas que começam a sentir alguma mudança auditiva assistem à TV em volume elevado, têm dificuldade em falar ao telefone, dificuldade de compreensão em ambientes ruidosos e isolamento social”, conta o profissional.

Fone Ideal – O médico da Unimed Vitória explica que usados de forma adequada, os fones de ouvido não causam nenhum prejuízo. “Quanto menos o fone concentrar o som no ouvido, menos nocivo ele é. Os menos agressivos são os do tipo de concha, que fica por fora do ouvido, ou seja, sem introduzir no canal do ouvido. Porém, o importante é ouvir o som em volume adequado”, recomenda.

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