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Oftalmologista alerta sobre a importância de exames de rotina para identificar a doença em sua fase inicial

Enxaqueca, miopia e apneia do sono estão entre os indicadores de glaucoma. A doença é causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo óptico e, como consequência, comprometimento do campo visual. Se não for tratada adequadamente, pode levar à cegueira. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma é responsável por 10% de casos de cegueira e é a primeira causa de cegueira não reversível do mundo.

A Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) encomendou ao Ibope um levantamento para avaliar o quanto a população conhecia da doença. Segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados acharam que ela tem cura, e pior, entre os acima de 40 anos – a faixa etária que está mais sujeita a desenvolver o distúrbio -, um terço não sabia o que é glaucoma.

Segundo o oftalmologista e cooperado da Unimed Vitória, Bruno Valbon, o glaucoma não apresenta nenhum sintoma na fase inicial e reforça que a única maneira de evitar suas consequências é realizando exames de rotina. “ A única maneira de evitar as consequências do glaucoma é indo ao oftalmologista e fazer os exames de rotina. Quando se nota alguma alteração no dia a dia, pode ser tarde demais”, explica o especialista.

Foto: Pixabay

Entenda os tipos comuns de glaucoma - Há vários tipos de glaucoma. O glaucoma crônico simples, ou glaucoma de ângulo aberto, que representa mais ou menos 80% dos casos. Os principais fatores de riscos são raça negra, pressão intraocular alta, miopia e histórico familiar. “O Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA), que é o glaucoma mais comum é uma doença crônica e progressiva, que lesa o nervo óptico que levará uma perda de campo visual”, afirma o médico.

Existe também o Glaucoma Primário de Ângulo Fechado, que os principais fatores de riscos são mulheres, pessoas de origem asiática e histórico famílias. O especialista ressalta que algumas pessoas podem desenvolver mais de um tipo de glaucoma. “Algumas pessoas podem desenvolver mais de um tipo de glaucoma, porém, todas as pessoas, de qualquer faixa etária, podem desenvolver a doença”, explicou o profissional.

Glaucoma não tem cura, mas tem tratamento - Como o glaucoma não tem cura, o seu tratamento consiste em retardar a progressão da doença e as terapias existentes atualmente tem o objetivo de reduzir a pressão intraocular, que é o fator principal de risco da doença.  Segundo o oftalmologista, o tratamento inicial da doença é a base de colírios hipotensores que vão controlar e reduzir a pressão intraocular

“Para cada paciente e para cada tipo de glaucoma existe um tratamento ideal. O tratamento inicial é a base de colírios hipotensores que vão controlar e reduzir a pressão intraocular para que haja menos perda do campo visual. Há casos em que é necessário o procedimento cirúrgico e laser”, conta o especialista.

O tempo específico em que a doença irá avançar vai depender do grau em que o glaucoma estiver quando o paciente procurar um especialista. “Não existe um tempo específico, para cada indivíduo portador da doença varia a forma de progressão e consequentemente da sua perda da visão. Isso dependerá do estágio da doença e se o tratamento é eficaz”, finalizou o médico.

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