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A Federação Mundial de Cardiologia revelou que pessoas que não praticam atividade física possuem um risco duas vezes maior de sofrer doenças do coração, ter pressão alta e desenvolver diabetes, independente do fato de estar ou não acima do peso.

E dados de um estudo da Revista Europeia do Coração mostraram que obesos ativos possuem 38% menos chances de desenvolver diabetes, pressão alta e problemas cardiovasculares.

A cardiologista Viviane Coutinho, da clínica GlobalMed Vitória, explicou que o exercício físico é benéfico em todas as idades. “Cada faixa etária tem uma carga de esforço necessária para produzir benefício cardiovascular, que considera as doenças preexistentes, capacidade funcional, limitação física e outras. Ou seja, o objetivo é tornar o exercício um protetor do coração, e não levar o paciente à exaustão”, afirmou.

Foto: Pixabay
A especialista informou que a atividade física promove alterações benéficas ao organismo, como a dilatação dos vasos sanguíneos, que auxilia no controle da pressão arterial, redução da resistência à ação da insulina, que auxilia no controle da glicemia.

“Também favorece o aumento da rede de vasos colaterais, que protegem as artérias do coração, além de conferir bem-estar e disposição para as atividades do cotidiano”, esclareceu a médica.
As principais doenças do coração que podem ser ocasionadas ou agravadas pelo sedentarismo são infarto do miocárdio, angina, hipercolesterolemia (aumento dos níveis de colesterol no sangue), diabetes, AVC, doenças pulmonares e obesidade. 

No entanto, a cardiologista salientou que o que leva ao adoecimento é um conjunto de fatores, dentre eles o genético, hábitos de vida (tabagismo, tipo de alimentação e alta carga de trabalho, por exemplo), atividade física regular e aderência ao tratamento medicamentoso. “Atividade física isolada não é suficiente, na maioria das vezes”, ponderou.

Quem não tem condições de frequentar uma academia não precisa se entregar ao sedentarismo. Caminhadas e andar de bicicleta são exercícios que podem ser praticados ao ar livre.
E aquelas pessoas que já sofrem de doença ou alguma disfunção cardíaca também podem fazer atividades, mas devem ser avaliadas pelo médico antes de praticar qualquer exercício.

“Os pacientes de alto risco cardiovascular, como hipertensos, diabéticos, tabagistas e obesos, devem procurar avaliação de um cardiologista para checar sua condição cardiovascular. Pois se houver doença cardíaca assintomática, o exercício pode agravar o quadro”, alertou a cardiologista Viviane Coutinho.

Pessoas que sentem dor torácica ou falta de ar quanto executam atividades do cotidiano, como subir escada e limpar a casa, também devem passar por avaliação cardiológica antes de serem submetidos à atividade física.

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