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Estima-se que pelo menos 15 mil casos de câncer por ano, ou seja, 3,8% do total de cânceres no Brasil, poderiam ser evitados com a redução do sobrepeso e da obesidade. É o que revela um estudo realizado no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em colaboração com a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

A pesquisa ainda calcula que esse número deve crescer até 2025, com a estimativa de que mais de 29 mil novos casos de câncer atribuídos à obesidade e ao sobrepeso devam surgir.
A oncologista do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), unidade do Grupo Oncoclínicas em Vitória, Virgínia Altoé Sessa explicou que a obesidade/sobrepeso é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, ficando atrás apenas do tabagismo."Quando o sobrepeso ou obesidade são combinados à falta de atividade física e a uma dieta pobre em fibras e rica em carboidratos e gorduras, esse risco pode ser ainda maior", informou.
Foto: Pixabay
Obesidade e sobrepeso estão associados ao aumento de risco de pelo menos 14 diferentes tipos de câncer, sendo os principais: mama, cólon, reto, endométrio (útero) e ovário. Mas também há associação com câncer na vesícula biliar, rim, fígado, mieloma múltiplo, esôfago, ovário, pâncreas, próstata, estômago e tireoide, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Consumir frutas, verduras, legumes e cereais integrais que contêm nutrientes ricos em vitaminas e fibras é importante para estimular as defesas naturais do corpo e evitar o câncer, afirmou a oncologista.

Fazer exercícios também é fundamental para evitar e combater a obesidade e, consequentemente, as doenças decorrentes dessa patologia. "A prática de atividade física proporciona um melhor equilíbrio hormonal que leva a regulação na liberação de insulina e consequentemente, controle de fatores pró-inflamatórios, sabidamente também associados ao câncer. Além disso, fortalece o sistema imunológico, fator essencial para otimizar os fatores de proteção contra o desenvolvimento de câncer", destacou a especialista.  

Para se ter uma ideia da importância do controle do peso na prevenção e até no tratamento do câncer, a oncologista Virgínia traz como exemplo o câncer de mama. “As células do tecido gorduroso produzem uma enzima chamada aromatase. Ela é responsável pela produção de estrogênio através da conversão do hormônio masculino em hormônio feminino, responsável por alimentar a grande maioria dos cânceres de mama, os chamados cânceres de mama hormônio-dependente. Sendo assim, quanto mais célula adiposa, mais aromatase sendo produzida, portanto mais estrogênio para alimentar o tumor“, explica a médica.

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