Header Ads


LEIA APÓS O ANÚNCIO
Quem acompanha a novela das nove, O Outro Lado do Paraíso, está presenciando o drama vivido pela personagem Adriana, interpretado pela atriz Juliana Dalavia, na luta contra o câncer de rim. A doença está entre os dez cânceres mais comuns entre homens e mulheres no Brasil e o número de casos só aumenta ao longo dos anos.

O drama de Adriana é apenas um reflexo da realidade vivida por diversos brasileiros. O câncer renal representa 3% das doenças malignas nos adultos. Mesmo que esse número não seja tão expressivo, os casos vêm aumentando desde a década de 90.
Adriana está com câncer nos rins em O Outro Lado do Paraíso. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nielsen no ano passado revelou que apenas três a cada dez pessoas no Brasil têm informações sobre o câncer renal. Segundo o urologista cooperado da Unimed Vitória e professor de urologia da Emescam, Charbel Zoghbi, o diagnóstico da lesão está, em quase 50% das vezes, associado a achados incidentais em exames de imagem, como a ultrassonografia e tomografia do abdômen. A falta do conhecimento da existência da lesão contribui para que a doença se desenvolva silenciosamente e quando começam a aparecer os sintomas, existe o risco dela ser identificada tardiamente. Poucos tumores malignos têm velocidade de crescimento tão variável quanto os de rim”, contou o especialista.

Riscos- Segundo dados do Estudo Nacional sobre o Câncer Renal (Encare), tabagismo, obesidade, herança genética e hipertensão são alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Os dados ainda apontam a hipertensão e a obesidade em 46% e 18% dos casos de câncer de rim, respectivamente, como os principais fatores de risco.

Sintomas - O câncer é uma doença que, em geral, passa muito tempo sem apresentar sintomas significativos. Quando eles começam a aparecer, a doença geralmente já está em estágio avançado. Com o de rim não é diferente, mas tem um alerta: a mortalidade desse tumor no Brasil é alta, de 54%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Charbel explica que o câncer de rim raramente causa sintomas em sua fase inicial, porém até 20% dos pacientes apresentam dor na lateral do abdômen (flanco), sangue na urina e massa abdominal palpável. “Alguns pacientes apresentam dores na lateral do abdômen, sangue na urina e massa abdominal palpável. O diagnóstico da doença pode ser feito a partir de uma ultrassonografia do abdômen”, explicou o médico.

Tratamento - Os exames de imagem – tomografia e ressonância magnética – são as principais formas que permitem diagnosticar cânceres renais. “Exames de imagem permitem avaliar, estadiar e orientar na possível abordagem cirúrgica. Caso diagnosticado em sua fase inicial, as chances de cura aumentam”, afirmou o urologista.

O principal tratamento é a nefrectomia radical, que é a cirurgia de retirada do rim junto com a gordura que o envolve, mas é possível a nefrectomia parcial, depende de cada caso. A cirurgia avançou bastante, pois até pouco tempo atrás, era feita com uma incisão na região lombar. Atualmente é feita com a técnica de videolaparoscopia, com incisões menos invasivas e até mesmo com auxílio da robótica.

“Com a videolaparoscopia a cirurgia fica muito menos invasiva e diminui a dor pós-operatória, o tempo de internação, riscos de hérnias e infecções”, disse Charbel.

E a prevenção é a mesma que de qualquer outra doença: hábitos saudáveis. Fazer atividades físicas regularmente, controlar o peso e ter uma alimentação balanceada é fundamental para a prevenção, não só do câncer de rim, mas para outras doenças malignas.

Nenhum comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Tecnologia do Blogger.