Embora o Brasil tenha aumentado o percentual de jovens de 15 a 17 anos na condição “nem estuda nem trabalha” em 2,8% entre 2016 para 2017, no Espírito Santo houve uma queda de 13% nesse contingente no mesmo período. Isso é equivalente a duas mil pessoas que saíram dessa condição de não estudar e nem trabalhar. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Programas implantados pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu), como Escola Viva e o Jovem de Futuro, estão entre as principais ações de engajamento responsáveis para que os jovens capixabas permaneçam na escola e concluam o Ensino Médio na idade adequada.
Implantada em 2015, a Escola Viva – voltada a oferta de educação integral a partir do “projeto de vida” de cada aluno - já está ofertando 20 mil vagas para estudantes de várias regiões do Espírito Santo. Um de seus diferenciais é a evasão e abandono próximos a zero.
A estudante Luana de Sales Nery Santos, da 3ª série do Ensino Médio, contou que havia parado de estudar, mas se encontrou na Escola Viva São Pedro. “Em 2015, não me sentia satisfeita e nem motivada na escola em que estudava, então, decidi parar de estudar. Após conhecer o programa, quis começar tudo de novo. Fiz a matrícula, retomei e não parei mais. Aqui na Escola Viva São Pedro encontrei o meu lugar. A relação com os professores é ótima, temos mais atenção, estudo orientado, além da tutoria que te dá um suporte pedagógico e emocional muito grande. Criei um vínculo com a escola e consegui me destacar em várias disciplinas”.
Outra ação importante executada no mesmo período é o Programa Jovem de Futuro, que em 2018 alcançou a universalidade de atendimento na rede estadual, alcançando todas as escolas que ofertam Ensino Médio, beneficiando mais 80 mil estudantes. Com ele, os estudantes são estimulados a transformar a escola numa realidade participativa e democrática, discutindo e buscando soluções para os problemas do dia a dia. A ação envolve: diagnóstico, plano de ação, monitoramento de resultados e correção de rotas ao longo do ano letivo.
Comprovando a eficácia das ações implantadas, os dados do Censo Escolar mostram a evolução da rede estadual em relação à taxa de abandono no Ensino Médio. De 2015 para 2017, a taxa de abandono caiu de 5,7% para 3,4%.
“Comemoramos algumas vitórias como a redução do abandono escolar. Essa redução é fruto de políticas públicas que estão sendo implementadas como a Escola Viva, o programa Jovem de Futuro, o Pacto pela Aprendizagem que está sendo trabalhado nos municípios com um olhar completo para a criança, o adolescente e para os jovens, em toda sua vida escolar. Mas precisamos alcançar os jovens que ainda estão fora da escola. Com uma política mais ampla e articulada não só do ponto de vista da escola, mas do trabalho também com várias instituições, família, conselho tutelar, ministério público, a comunidade em torno da escola para que juntos possamos fazer um grande esforço”, destaca o secretário de Estado da Educação, Haroldo Rocha.
Ampliação da inclusão escolar
Ainda de acordo com os dados da Pnad/IBGE 2017, a taxa de analfabetismo do Espírito Santo também regrediu, apresentado a segunda maior queda do Brasil. Com uma variação de 11,3%, a taxa de analfabetismo entre as pessoas com idade superior a 15 anos registrou uma redução em 2017 com relação ao ano anterior, são 18 mil analfabetos a menos que em 2016.
Os números também apontam a redução de 15,6% da população de 14 anos ou mais sem instrução no Espírito Santo. No mês período, o Brasil registrou queda de apenas 7,7%, praticamente metade do indicador capixaba.
No Estado, ações para melhoria desse quadro foram fundamentais. Entre elas a implantação da modalidade de ensino para Educação de Jovens e Adultos (EJA) semipresencial e das unidades do Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Neeja), facilitando o acesso dos jovens e adultos à escola.

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