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Neste sábado, dia 12, Vitória ganhará sua primeira vaga de estacionamento para recarga de veículo elétrico. O equipamento será de uso irrestrito pela população e ficará localizado no estacionamento coberto do Shopping Vitória. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Espírito Santo já conta com cerca de 20 veículos movidos à energia elétrica em circulação e tem se mostrado como um mercado promissor, com novos adeptos.

A instalação da vaga coincide com o atual momento da capital que discute e testa novas alternativas que possam não só reduzir o congestionamento ocasionado pelo volume de carros circulando nos seus principais corredores urbanos, como também reduzir a emissão de poluentes no ar.

Segundo balanço divulgado pelo Observatório do Clima em 2016, os meios de transportes convencionais não atrapalham apenas a fluidez do trânsito nos grandes centros urbanos. Eles também contribuem para a queda na qualidade do ar que respiramos todos os dias, que em 2012, foi responsável pela morte de sete milhões de pessoas, de acordo com Organização Mundial de Saúde. Em se tratando do Brasil, o setor de transporte é o 2º maior emissor de gases de efeito estufa em todo país, ou seja, representa 11% do total dos agentes encontrados no ar.

Veículos elétricos em pleno uso pelo mundo

A estimativa do portal Ev-Volumes é de que até o final de 2018 haja uma frota mundial superior a 5 milhões de veículos híbridos e caminhões leves. Acredita-se, ainda, que neste ano será comercializado um total 1,9 milhões de unidades - devido à influência do mercado chinês em incentivar veículos elétricos pessoais.

Alguns países já entenderam a eficiência dos carros elétricos e seus ganhos em termos de sustentabilidade. Até 2025, 15% dos carros terão que ser elétricos em Quebec, no Canadá. Já nos Estados Unidos, cerca 10 estados instituíram lei para a substituição de carros convencionais pelos veículos movidos à energia elétrica. Na Califórnia, 15% da frota deverá ser de carros elétricos até 2025.

O mesmo ocorre em países da Europa, como na Inglaterra que tem prazo até 2040 para contar com 100% de sua frota composta por veículos elétricos. Neste e em tantos outros países não será permitida a fabricação de carros a combustão a partir de 2040.

Por aqui, no Brasil, o governo federal vem desenvolvendo programas para estimular o interesse dos brasileiros por veículos elétricos. Alguns estados iniciaram, inclusive, um processo de redução de impostos, por meio da isenção ou alíquotas diferenciadas do IPVA para os proprietários de veículos elétricos. Na cidade de São Paulo, veículos híbridos e elétricos são liberados do rodízio municipal. Medida deve incentivar a demanda pela tecnologia mais limpa.

Sem impacto na Rede Elétrica Brasileira

Um dos principais mitos relacionados aos veículos elétricos é sobre o impacto que eles trariam à rede elétrica, caso fosse utilizado em larga escala no Brasil. No Seminário Internacional sobre Recarga de Veículos Elétricos foi divulgado um estudo da UFRJ comprovando que se 5% da frota de Veículos Rodoviários, que representam 4 milhões de veículos, fossem veículos elétricos, eles consumiriam apenas 1.62% da energia elétrica produzida no país. A pesquisa concluiu que a integração de veículos elétricos não “estressa” o sistema de geração elétrica.

Já a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Energia) realizou, em 2015, um estudo para verificar os reflexos dos veículos elétricos no consumo de energia no país e estima que a expansão dos modelos elétricos teria impacto limitado na demanda de energia. Segundo Danilo Lima, as projeções iniciais apontam que o uso de veículos elétricos ampliaria o consumo de energia entre 0,6% e 1,7% no Sistema Interligado Nacional em 2030. Já os estudos da Itaipu Binacional, que afirmam que se o país usasse toda sua capacidade de produção para produzir veículos elétricos o impacto no consumo energético seria de apenas de 3,3% ao ano. Celso Novais, engenheiro eletricista da FGV Energia e Coordenador Brasileiro do Programa Veículo Elétrico de Itaipu Binacional, afirma que se o Brasil mudasse toda sua frota de veículos a combustão para elétricos, as vantagens energéticas seriam em torno de 80%, o que representaria uma economia anual na ordem de aproximadamente R$ 100 bilhões.

Custo do Combustível Elétrico

Segundo a CPFL Energia, o valor do quilometro rodado de um carro a combustão, considerando o uso de etanol, é de R$ 0,19 (dezenove centavos), enquanto o valor do veículo elétrico é de R$ 0,05 (cinco centavos), o que garante ao seu proprietário uma economia de cerca de 74%.

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