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Meliponicultores integrantes de projeto desenvolvido pela Fibria participaram do Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura, em Joinvile (SC)

O mel de abelha produzido por comunidades indígenas de Aracruz (ES) vem se destacando fora do estado. Depois de ganhar espaço de comercialização no Mercado Municipal de Pinheiros, em São Paulo, o produto foi apresentado no maior evento apícola do país: o XXII Congresso Brasileiro de Apicultura e VII de Meliponicultura, realizado em maio em Joinville (SC).

Cinco beneficiados pela atividade de meliponicultura do Plano de Sustentabilidade Tupinikim e Guarani no Espírito Santo (PSTG), desenvolvido pela Fibria em parceria com a Kambôas Socioambiental, estiveram no evento. Eles representaram a cooperativa recém criada e a marca Tupyguá na EXPOAPI, maior feira de produtos apícolas que acontece bianualmente associada ao Congresso.

A consultora de Sustentabilidade da Fibria, Cláudia Belchior, avaliou a participação na feira como muito positiva. “Os produtos Tupyguá foram um sucesso de venda: dos 350 itens levados para comercialização, 320 (90%) foram vendidos, gerando uma arrecadação de R$ 7.425,00”, afirmou. Entre os destaques estiveram o mel maturado e o pólen, que acabaram antes da metade do segundo dia de feira.

Os meliponicultores ficaram satisfeitos com o evento. “Eu adorei esse trabalho. Ficou a sensação de que nossa cooperativa tem tudo para dar certo”, ressaltou Jeferson Duarte, meliponicultor da aldeia de Comboios e integrante da diretoria da cooperativa.

Meliponicultura

A atividade de meliponicultura (criação de abelhas nativas sem ferrão) possibilita uma fonte de renda alternativa para as comunidades indígenasde Aracruz e contribui para a reintrodução de algumas espécies que não eram mais encontradas na região.

A iniciativa hoje beneficia 60 famílias, que participam da atividade com meliponários instalados em suas casas. A comercialização é feita em dois modelos: mel refrigerado e mel maturado. Hoje, um grande comprador é o Mercado Municipal de Pinheiros, que comercializa o mel sob a marca Tupiguá. O mel é ainda vendido a granel a restaurantes para uso como ingrediente em pratos especiais e comercializado em estabelecimentos de Aracruz, Vitória e de outros estados.

Sobre o PSTG – O PSTG é um conjunto de ações desenvolvidas pela Fibria, Kamboas e Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro), que visa restabelecer aos ocupantes das terras indígenas as condições ambientais necessárias às suas práticas socioculturais, à afirmação de sua identidade étnica e para atividades econômicas sustentáveis. Participam atualmente as aldeias de Areal, Irajá, Caieiras Velhas, Boa Esperança, Piraqueaçu, Amarelos, Três Palmeiras, Pau-Brasil, Comboios, Córrego do Ouro, Olho d´Água e Nova Esperança, todas em Aracruz.
A meliponicultura, uma das atividades do PSTG, tem a finalidade de resgatar algumas espécies de abelhas escassas e outras praticamente extintas nas aldeias indígenas da região. Nesta atividade, a Fibria fornece às famílias curso preparatório, que é condição para que recebam as caixas de abelhas, além de toda a assistência técnica para a produção. Cada família recebe cinco caixas e todo o material necessário ao manejo para que as colmeias fiquem fortes e sejam divididas, beneficiando outras famílias interessadas.

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