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O inverno, que começa oficialmente nesta quinta-feira (21), além de trazer mais frio, pode aumentar os riscos de agravar as doenças cardíacas

Segundo a American Heart Association (Associação Americana do Coração), as baixas temperaturas aumentam em cerca de 25% a incidência de dessas patologias.
Os riscos crescem em especial para pessoas que já sofrem de problemas do coração ou que apresentam alguma predisposição.

A cardiologista Viviane Coutinho, da GlobalMed Vitória, explicou que pacientes de maior risco cardiovascular (hipertensos, diabéticos, com colesterol elevado, fumantes e obesos), devem evitar a variação súbita de temperatura, pois o choque térmico pode levar a infarto, angina, arritmia, problemas de circulação e acidente vascular cerebral (AVC).

“Os receptores neuronais da pele, ao perceberem a queda na temperatura, estimulam a liberação de substâncias chamadas de catecolaminas, que levam a diversos efeitos, dentre eles o estreitamento dos vasos sanguíneos. Isso leva ao aumento da pressão arterial, que pode levar a ruptura de placas de gordura no interior das artérias. Esse é o mecanismo básico das doenças cardiovasculares”, explicou a cardiologista Viviane Coutinho, da GlobalMed Vitória.

A médica informou, ainda, que a queda da temperatura capaz de provocar esses efeitos é em geral abaixo dos 14ºC. Nesse caso, pode haver liberação de grande quantidade de catecolaminas, que, em última análise, pode levar a hipertensão arterial, que é um importante fator de risco para as doenças cardiovasculares.

“As temperaturas frias fazem com que a circulação sanguínea nos membros inferiores seja dificultada, o que pode complicar doenças de circulação já existentes”, alertou.

Outro cuidado que deve ser tomado é com a alimentação. “Nessa época do ano, as pessoas costumam ingerir alimentos mais calóricos e ricos em gordura, além de reduzir a atividade física. Por outro lado, aumentam também os índices de infecções respiratórias, que podem ser um importante fator para descompensar doenças cardíacas”, esclareceu a cardiologista.

Dentre as recomendações, a especialista orientou que as pessoas devem procurar manter a rotina de cuidados com alimentação e exercícios, para que a alteração do padrão alimentar não leve a ganho de peso e sobrecarga cardíaca, com consequente descompensação de doenças pré-existentes.

“Caso o paciente esteja programando viagem para locais com temperaturas muito abaixo do que está acostumado em sua cidade, deve-se atentar para o agasalhamento adequado, bem como a hidratação, uma vez que sentimos menos sede em relação ao verão”, concluiu a médica.


Fique ligado:

- Hipertensos, diabéticos, pessoas com colesterol elevado, fumantes e obesos devem evitar a variação súbita de temperatura, pois o choque térmico provocar infarto, angina, arritmia, problemas de circulação e acidente vascular cerebral (AVC).

- Mesmo no período frio, não suspenda a atividade física, que é muito importante para evitar problemas cardiovasculares e outros problemas de saúde.


- Evite ingerir alimentos muito calóricos e ricos em gordura, mais comuns nessa época do ano.

- Se for viajar para algum lugar com baixas temperaturas, procure se agasalhar bastante e ficar atento à hidratação, uma vez que é comum sentir menos sede em épocas mais frias.

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