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A cirurgia de mamas com implante de silicone está entre os procedimentos mais realizados por cirurgiões plásticos no Brasil, porém muitas dúvidas ainda surgem em relação à colocação das próteses. O cirurgião plástico Humberto Pinto, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, ajuda a esclarecer algumas verdades e mitos sobre esse assunto:

Silicone nas mamas dificulta a amamentação
Mito. Nenhuma cirurgia das mamas (redução ou aumento com próteses) condena a mulher a não poder amamentar. “Porém, devem ser observadas as vias de acesso e volume do implante no caso de colocação de próteses. Sabemos ainda que o tecido glandular mamário responde a estímulos hormonais variáveis em cada mulher, ou seja, o tamanho das mamas não tem relação com a quantidade de leite produzido”, explica o cirurgião plástico Humberto Pinto.

A prótese corrige a flacidez
MITO. Muitas vezes o que a paciente acredita ser flacidez é apenas uma perda da projeção do colo mamário. Existem vários graus do que chamamos de flacidez da mama. A prótese mamária é a solução ideal para os casos de perda de volume do colo. Alguns casos de flacidez também podem ser corrigidos com a prótese, mas o tecido que já se encontra abaixo do sulco não vai subir. Devemos ter cuidado ao escolher o tamanho da prótese, pois quanto maior o volume, maior será o peso. A ideia de que encher mais a mama distende o tecido e resolve a flacidez é falsa.

Implantes de silicone aumentam o risco de câncer de mama
MITO. Não há qualquer relação entre implantes e aumento da frequência de câncer. As mulheres com implantes, como todas as outras, deverão manter avaliação médica periódica e realizar os exames de imagem que seu cirurgião julgar necessário para monitorização.

Implantes podem romper ou sair do ligar
VERDADE. Apesar da elevada qualidade dos implantes atualmente oferecidos, ainda assim é possível que, por algum imprevisto (não seguimento das orientações pós- operatórias, trauma mecânico, infecção, má técnica cirúrgica, implante de baixa qualidade) haja ruptura ou deslocamento. Nesses casos, uma nova cirurgia estaria indicada.

Existe uma época melhor pra fazer a cirurgia
VERDADE. A melhor época é a que permitir que a paciente realize repouso moderado e siga corretamente as recomendações pré e pós-operatórias, independentemente da estação do ano.

Pode haver rejeição da prótese
MITO. Não existe rejeição de prótese. O que pode ocorrer é a contratura muscular. O organismo sempre produz uma cicatriz chamada de cápsula ao redor da prótese, para isolá-la. Esta cápsula pode retrair de tamanho, comprimindo a prótese, gerando a contratura muscular. Não é comum ocorrer e o tratamento é a troca de prótese.

Os implantes devem ser trocados periodicamente
Verdade. Os modelos atuais são fabricados com materiais altamente resistentes, porém não são eternos. Não há um prazo de troca definido, isso vai depender de avaliações periódicas. Alguns implantes podem permanecer até 20 anos sem necessidade de substituição.

Os seios perdem a sensibilidade
Mito! No início da recuperação pode ser que as sensações sejam alteradas, mas a sensibilidade volta poucos meses após a cirurgia. Há raros casos de perda.

A paciente não deve se expor ao sol
Verdade! Durante o período de pós-operatório é indicado que a paciente não se exponha ao sol, pois os raios solares podem manchar a pele recém-descolada para a colocação da prótese. O tempo exato depende de cada paciente, mas recomendo ao menos 60 dias evitando a exposição direta”, destaca o cirurgião plástico Humberto Pinto.

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