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O PL pretende mudar nome da rua como forma de manter viva a tradição do Norte capixaba

  
Todos os anos o Ticumbi, expressão cultura do Norte Capixaba, desfila pelas ruas de Conceição da Barra em adoração a São Benedito e como forma de participar do festejo moradores do município se reúnem para promover um almoço coletivo ao grupo na Rua Nova Venécia. Para manter viva a tradição a professora e artista plástica Vania Cáus, em parceria com a Vereadora Presidente da Câmara Municipal de Conceição da Barra, Mirtes Eugênia Figueiredo, discutem um Projeto de Lei para mudar o nome da rua para Rua Ticumbi.

A proposta já tem o respaldo de importantes personalidades da cidade, como a escritora Berdanete Lyra, a jornalista Ilda Castro, o professor Adail Sampaio, a escritora membro da Academia Espirito-santense de Letras Kátia Bobbio, o historiador e artista plástico Cacá Benevides, a professora Linalva Guimarães e a poetisa, jornalista, cantora e atriz Elisa Lucinda. 

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o congo da região se caracteriza como Patrimônio Imaterial Capixaba, o reconhecendo como parte integrante de seu patrimônio cultural. Para a artista plástica idealizadora do projeto de lei, o patrimônio intangível precisa de uma atenção ainda maior na sua manutenção. “A preservação e valorização dos bens simbólicos condiz também com a proteção do povo que a produz, sua tradição e sua cultura”, explica Vania. “Por isso a necessidade de se manter viva através de obras inspiradas e leis de proteção e reconhecimento do Ticumbi”, completa.

Outras ações realizadas pela prefeitura de Conceição da Barra começaram a demonstrar a importância da conservação dessa cultura. Neste ano, após completar 85 anos, o Mestre Terto recebeu a homenagem de “Embaixador da Cultura de Conceição da Barra”. Após 64 anos à frente do Ticumbi, o Mestre passou o cargo para o então contra-guia Berto Florentino, que recebeu o comando do grupo junto da aprovação da Lei do Patrimônio Vivo em Conceição da Barra, que reconhece o valor dos mestre de cultura popular do município, conhecido como a “Capital da Diversidade Folclórica do Espírito Santo”.

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