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Adote uma Casa criou dois novos projetos para ampliar a assistência
Em 2018 o projeto está investindo em duas novas frentes de trabalho para atender mais pessoas: um posto avançado e o Adote um Ambiente. Foto: Divulgação.

A dona de casa, Jociara de Jesus, mora com cinco filhos e o marido. Com problemas estruturais na casa onde mora, como goteiras e vazamentos, a família está dormindo há mais de um mês na casa da sogra, mas por pouco tempo. Em julho, o projeto Adote uma Casa iniciou a reforma da casa de Jociara, garantindo que a família volte a ter uma moradia própria.

A iniciativa é de professores e estudantes da Universidade Vila Velha (UVV), com o objetivo de reformar casas de famílias de baixa renda e, ao mesmo tempo, capacitar profissionais em Arquitetura Social. “A ideia do projeto de extensão é prestar assistência técnica para famílias em casas com problemas em três aspectos: acessibilidade, conforto térmico e salubridade”, conta o professor de Arquitetura e Urbanismo da UVV Alexandre Nicolau, que coordena o Adote uma Casa em conjunto com Andreia Fernandes, também coordenadora do Núcleo de Estudos e Práticas UVV, onde se desenvolvem este e outros projetos e extensão dos curso de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e Design de Produto.

De acordo com o professor, o projeto surgiu em 2015 a partir de discussões acadêmicas sobre os programas de moradia social no país. “Observamos que a maioria das políticas públicas relacionadas a habitação social foca na construção de novas unidades. Pouco ou quase nada se destina a áreas precárias consolidadas. E essas áreas concentram grande parte das populações urbanas e conformam um déficit qualitativo: as pessoas possuem casas, mas sem o mínimo de habitabilidade”, conta.

Além dos docentes, a equipe do projeto conta com seis estudantes bolsistas, quatro de Arquitetura e Urbanismo e dois de Engenharia Civil, e outros 20 alunos que auxiliam nas visitas às obras, estudos técnicos, elaboração dos projetos ou do suporte aos moradores.
Para ser atendida, a família precisa obedecer aos critérios da Lei de Assistência Técnica (Lei 11.888/2008), como renda total de até três salários mínimos. Além disso, a casa não pode ser alugada e deve estar em uma área definida pelo Plano Diretor Municipal como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS).

Parcerias com Empresas

O Adote uma Casa funciona por meio de parcerias. A UVV oferece a estrutura física, o transporte dos estudantes e a assistência dos professores. Os materiais de construção são recebidos de empresas e lojas parceiras.

Para Andreia Fernandes, é a parceria com as empresas que possibilita a realização do Adote uma Casa. “Trabalhar com a parceria da iniciativa privada é o grande passo que o projeto está dando, queremos trazer profissionais e empresas que também se preocupam com a questão social. É importante destacar que 100% das doações vão para as obras”, explica.

Novos projetos

Em 2018 o projeto está investindo em duas novas frentes de trabalho para atender mais pessoas: um posto avançado e o Adote um Ambiente. “Queremos sair de uma casa por ano para pelo menos 10”, planeja Alexandre Nicolau.

O posto avançado será no Bairro São José, na periferia de Vitória. No escritório serão atendidas famílias que não dependem do Adote uma Casa para conseguir os materiais e construção e a mão de obra. “Após um cadastro, avaliaremos o perfil dos moradores e as medidas do imóvel. Em seguida faremos os modelos, o mapa de danos, o estudo das soluções e as plantas. Depois ajudaremos na escolha de materiais, na indicação de mão de obra e acompanhamento da execução do projeto”, explica o professor.

A outra nova frente de trabalho do Adote uma Casa para 2018 é o “Adote um Ambiente”. Com o objetivo de aproximar cada vez mais arquitetos e engenheiros no projeto, profissionais serão convidados para adotar um ambiente e reforma-lo. “No ‘Adote um Ambiente’ convidamos os profissionais para conhecer casas que precisam de reforma e escolher um ambiente para entrega-lo pronto”, explica a professora Andreia Fernandes, que comemorou os mais de 20 profissionais que já entraram em contato para participar do projeto.

Formação profissional

A coordenadora do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da UVV, prof. Priscilla Loureiro, enfatiza a importância do projeto para a formação profissional dos estudantes. "Através das atividades de extensão, como as que ocorrem no Núcleo de Estudos e Práticas, a universidade consegue proporcionar ao estudante os primeiros contatos com a prática profissional, com a materialização dos projetos idealizados. Conciliando aprendizado prático com o comprometimento social, como o que acontece com o Adote uma Casa, formamos profissionais mais humanos e sensíveis à todas as realidades que nos cercam. E isso é transformador!".

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