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O mundo corporativo está cada dia mais competitivo e muitos empregados tendem a necessidade de aumentar seus ganhos e também evoluir na sua carreira e para isso aprender um novo idioma é fundamental. Pensando nisso os membros da Cooperativa de Capacitação Profissional e Idiomas do Estado do Espírito Santo (EDUCOOPES), localizada no município da Serra viram uma oportunidade de negócios.

Fundada em 21 de março de 2014, ela já carrega consigo uma bagagem de sucesso aliado a histórias de pessoas que tiveram suas carreiras transformadas com o aprendizado de uma nova língua, como conta o Presidente da Cooperativa, José Ruy Pimentel de Castro. “A primeira delas é uma conquista do próprio grupo, pois somos o primeiro curso de idiomas in-company para a Guarda Portuária a nível nacional. Temos muito orgulho disso. Outra história de grande satisfação é vermos em nosso grupo de professores ex-alunos que agora são colegas de trabalho. Com relação a nossos alunos, que hoje são cerca de 1.000 pelos locais onde atuamos, as histórias são das mais diversas. Para citar uma, o curso de inglês in-company nos portos de Vitória e Capuaba, na Grande Vitória beneficiou alguns profissionais que internamente desejavam ascender para posições em que o inglês era pré-requisito. E conseguiram”.

A ideia surgiu com um grupo de amigos que vislumbravam prestar serviços e capacitações in-company. Daí então começou a história da cooperativa. José Ruy relembra como tudo foi tomando forma. “O grupo fundador da cooperativa era composto por amigos de áreas que vislumbravam prestar serviços e capacitações in-company. Surgiu como uma oportunidade de iniciar um negócio em conjunto e que todos pudessem contribuir e ser responsáveis pela condução da empresa. Comecei a fomentar essa ideia quando trabalhei offshore por uma empresa como professor de português para estrangeiros e de inglês para brasileiros e vi o potencial do mercado. Hoje, a composição da cooperativa é majoritariamente de professores de idiomas e tem se consolidado como uma cooperativa de trabalho especializada em cursos de idiomas in-company bem como junto a cursos de idiomas tradicionais na Grande Vitória”.
Alunos e cooperados ao final de uma aula. Foto: Arquivo Educoopes.

Hoje a cooperativa tem 38 associados, entre ativos e inativos e que são incentivados a pensar que não são empregados da cooperativa, mas que eles devem pensar de uma forma mais ampla e que devem sempre fazer contribuições para o crescimento da empresa, por assim dizer, relata José Ruy. “Obviamente procuramos alocar os cooperados da melhor forma possível para que todos produzam, mas o panorama sempre muda semestralmente, de acordo com as demandas dos cursos in-company e dos demais cursos de inglês onde atuamos. O que almejamos sempre fomentar nos cooperados é o sentimento de que a cooperativa pertence a ele e de que ele pode empreender através da estrutura já montada. É imprescindível que o cooperado tenha em mente que ele não é empregado da cooperativa. Ele deve pensar no negócio de maneira mais ampla, contribuindo com sugestões e encabeçando as mais diferentes áreas que possam nos fazer crescer. Trazendo assim, fortalecimento da marca, prospecção de clientes, comunicação interna, gestão de redes sociais e são inúmeras as áreas para que o cooperado possa arregaçar as mangas”.

As dificuldades


Mas como em todas as empresas, a Cooperativa também teve algumas dificuldades, pois de acordo com o presidente da Educoopes, ainda falta incentivo para o modelo de trabalho cooperativista, além dos pesados impostos e a crença neste tipo de trabalho. “A parte burocrática sempre é bem pesada, bem como os custos iniciais para a formalização da cooperativa. Fora isso, os impostos que incidem sobre as cooperativas pesam tanto que parece que o governo simplesmente não deseja incentivar esse tipo de sociedade que é tão justa e com finalidade social tão clara. É um modelo democrático de condução do negócio que deveria ser mais incentivado. Além disso, o crescimento da cooperativa demanda mais associados ademais dos fundadores, e explicar o modelo, que é diferente do da CLT aos interessados em ingressar na cooperativa é sempre um desafio”.

As dificuldades são inúmeras, mas a nossa crença no modelo cooperativista e no potencial do grupo foram grandes impulsionadores para prosseguirmos. José Ruy Pimentel de Castro, Presidente da EducoopES.

A Educoopes atua nas áreas de ensino de idiomas. Os professores são formados ou estão em vias de conclusão do ensino superior na área de educação o que para José Ruy é um grande diferencial. “A gente quer propor um ensino mais qualificado através de professores graduados para um mercado que na maioria das vezes se contenta com os instrutores, que muitas vezes carecem de conhecimentos mais teóricos da área de educação. Com isso, evitamos em nosso grupo pessoas que façam os chamados bicos como professores. Assim, conseguiremos profissionais mais qualificados e que permaneçam mais tempo contribuindo para a cooperativa e para o grupo de cooperados”.

O Futuro


Mas pensar em cooperativismo, também é pensar em crescimento e metas para o desenvolvimento desse modelo de trabalho. E José Ruy menciona o que o futuro reserva para a Educoopes. “Temos o objetivo de aumentar as relações de intercooperação com as cooperativas e aumentar o número de locais onde atendemos na modalidade in-company. Queremos também nos apresentar como opção para escolas que queiram implementar programas bilíngues em suas unidades. Além disso, vislumbramos atuação no mercado offshore, de capacitação de professores de idiomas, cursos de inglês em modalidade EAD. Nossa meta é nos posicionarmos como empresa referência no ensino de idiomas no Estado”.


Em quatro anos de fundação José Ruy garante que a Educoopes tem contribuído com oportunidades de produção e de renda para os cooperados, mesmo em um momento de economia instável. E como qualquer empreendedor, quer continuar atuando para a formação de pessoas e ampliar as oportunidades delas para que possam, com o domínio de outro idioma evoluir em suas carreiras e também possam adquirir crescimento pessoal. “Temos certeza que durante esses quatro anos de existência, temos contribuído com oportunidades de produção e de renda para nossos cooperados, em um momento em que a economia não anda tão bem. Desejamos continuar atuando para a formação das pessoas e para ampliar as oportunidades que elas possam ter através do domínio de outro idioma. Nossos cooperados e as pessoas que demandam nossos serviços podem ter certeza que continuaremos a trabalhar com toda a dedicação”, finaliza.

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