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A legislação garante a atuação da imprensa e resguarda a liberdade de imprensa. Proibir o jornalista de atuar é censura. É direito da sociedade se informar. A entidade, respeitando sua função social, não aceita tais atitudes e requer a retratação do deputado.


O deputado Carlos Manato (PSL), um dos principais cabos eleitorais do candidato a presidência Jair Bolsonaro, em um ato autoritário, assumido por ele mesmo, expulsou o jornalista capixaba Marcos Rosetti da reunião da bancada federal do Espírito Santo nesta terça-feira (16) na Câmara em Brasilia. Atitude essa inconstitucional e incompatível com a democracia brasileira.

Assumindo seu autoritarismo, Manato se dirige ao presidente da reunião, deputado Marcus Vicente (PP), que se omite e apóia a atitude ditatorial sem garantir que a liberdade de imprensa, preceito constitucional, fosse assegurada. Já os demais deputados presentes Lelo Coimbra (PMDB) e Jorge Silva (PSD) não se manifestaram.

No vídeo abaixo é possível ver que Manato parte para cima do jornalista, exigindo a sua retirada da sala – apesar da presença de outras 14 pessoas, inclusive outros jornalistas. “Então não vai ter a reunião, é problema meu. Pode retirar ele. Ele não é deputado federal. Eu sou autoritário mesmo” disse Manato aos berros. A reunião tratava das emendas da bancada ao orçamento da União do próximo ano.


Segundo o jornalista Marcos Rosetti, o motivo da intimidação do deputado seria reportagens publicadas durante a campanha que questionou “a postura oportunista do deputado que se elegeu pelo PDT, passou para o SD,  depois pro PSL de Bolsonaro, e após 12 anos de mandato, nunca relatou projetos relevantes nem presidiu comissões técnicas da Casa, pertencendo ao chamado Baixo Clero da Casa.  Votou em Eduardo Cunha para presidente da Câmara a troco de cargo na Mesa Diretora, a 4 ª suplência que ocupa. Sempre se elegeu de carona em algum político, e que estaria disputando o governo do ES mas de olho em ministério. E questionei o que podemos esperar da nova bancada federal que elegeu Soraya Manato, Lauriete e Amaro Neto”.

Para o Sindicato dos Jornalistas do ES, a atitude do deputado só reforça o risco que o jornalismo está vivendo com a iminência de um governo comandado por pessoas como Manato. É inaceitável que um eleito pela sociedade restrinja a atuação da imprensa por não aceitar ser questionado. Revela ainda que um futuro governo poderia não aceitar críticas e impedir a atuação da imprensa, limitando o acesso da sociedade às informações verdadeiras.

Repudiamos a atitude de Manato, que como o candidato à presidência, Jair Bolsonaro, foge a debater os problemas e desavenças de maneira democrática. Além disso, os demais deputados, pelos cargos que ocupam, não poderiam se omitir e sim zelar pelos princípios constitucionais.

A legislação garante a atuação da imprensa e resguarda a liberdade de imprensa. Proibir o jornalista de atuar é censura. É direito da sociedade se informar. A entidade, respeitando sua função social, não aceita tais atitudes e requer a retratação do deputado.  Importante frisar, que nesse momento, convém que o candidato a presidência Jair Bolsonaro se manifeste sobre garantia da livre atuação da imprensa, repelindo atos como o relatado.

O Sindijornalistas encaminhará o caso aos órgãos competentes para que sejam tomadas as devidas providências.

Com informações de Sindijornalistas-ES.

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