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Desafios do Planalto 

Independentemente do resultado das eleições de 2018, o novo presidente da República terá muitos desafios ao assumir o comando do Brasil, em 1º de janeiro de 2019. O presidente do Corecon-ES, Ricardo Paixão, destaca três pontos prioritários que irão compor o alicerce da política econômica do País: a reforma da Previdência, a diversificação da matriz de transporte e a política de subsidio ao óleo diesel. “São medidas complexas e urgentes que exigirão habilidade e competência do próximo presidente”, afirmou o economista.

Crescimento lento

A alta de apenas 0,2% do PIB no 2º trimestre deste ano mostra uma recuperação lenta e gradual da economia. O cenário tem levado famílias e empresários a adiarem investimentos e desejos de consumo, como viagens, troca de carro e outros. Na avaliação do conselheiro do Corecon-ES, Rudisom Rodrigues, no ambiente de maior incerteza, em relação às famílias, há cautela no aumento do consumo por conta da incerteza de sua renda futura. Em relação às empresas, o ritmo de novos investimentos é contido pelo risco de se inviabilizar o capital fixo investido no futuro. 

2ª fase de implantação do e-Social

A segunda fase de implantação do sistema nas empresas com faturamento de até 78 milhões registrados no ano de 2016 já começou. A transmissão eletrônica dos dados dos trabalhadores e seus vínculos empregatícios - novas admissões/desligamentos/afastamentos podem ser feitos até janeiro de 2019. Os empresários devem alinhar com seus escritórios contábeis o envio destes dados, a fim de garantir que aconteçam dentro do prazo para evitar surpresas com autuações e multas. A dica é da contadora da Sólida Empreendimentos Contábeis, Cristiana Rocha.

Crescimento do turismo de eventos no ES

Um dos pontos fortes do turismo capixaba é o segmento de Eventos. Em seu aniversário de 20 anos, o Espírito Santo Convention & Visitors Bureau (ESC&VB) fez um levantamento da movimentação dos eventos realizados durante sua trajetória e os números são significativos. O Espírito Santo recebeu 1,6 milhão de turistas e gerou mais de 6 milhões de pernoites. Nas últimas duas décadas a economia local movimentou R$ 2,8 bilhões somente por meio de gastos diretos de turistas que vieram participar de congressos, feiras, simpósios e afins. Foram mais de 1.200 eventos cadastrados, 1,6 milhões de turistas e 5,9 milhões de pernoites gerados. O Setor de Eventos abrange mais de 60 atividades econômicas que movimentam a iniciativa privada, uma indústria altamente impactada pelas políticas públicas, que depende de infraestrutura, segurança, serviços de saúde e condições micro e macroeconômicas para receber os eventos e turistas. 

Tendência: Lojas Colaborativas

Uma tendência que já cerca o mundo chega com força no Espírito Santo: a abertura de lojas colaborativas. Empresários de segmentos diferentes já dividem um mesmo espaço físico - de acordo com o público que lhes interessa - para reduzir custos e desenvolver uma identidade de consumo. Compartilhar espaços é uma tendência no varejo e na oferta de serviços ajuda a driblar a crise econômica. De acordo com o superintendente do Sebrae-ES, José Eugênio Vieira, as lojas colaborativas são uma alternativa vantajosa porque há compartilhamento de custos, para divulgação e comercialização dos produtos e serviços, o que contribui para a fidelização do consumidor e, consequentemente, para a consolidação da marca ou imagem dos produtos ou serviços.

Terceirização nas empresas

O Superior Tribunal Federal declarou a legalidade da terceirização de serviços, tanto na atividade-meio quanto na atividade-fim das empresas. De acordo com o especialista da área do Direito do Trabalho, Dr. Caio Kuster, a decisão STF amplia a possibilidade de oferta de serviços terceirizados, tanto para atividades-meio, que incluem funções como limpeza, vigilância, manutenção e contabilidade, quanto para atividades-fim, que inclui as atividades essenciais e específicas para o ramo de exploração de uma determinada empresa. O especialista alerta que, se houver subordinação direta da pessoa com a empresa contratante / terceirizadora, a relação é de emprego e poderá ser considerada fraude. “Agora, os juízes terão de julgar ações que estavam paralisadas e todas outras que tratam do assunto com base na tese aprovada pelo Supremo”, confirmou.

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