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Com informações de Vando de Souza - Correspondente em Aracruz.

Sete superintendências da Polícia Civil do Espírito Santo e mais de 370 policiais civis capixabas participaram da operação “Cronos”, realizada em todo o Estado. Ao todo, 100 pessoas foram detidas, entre elas cinco adolescentes. Sob organização do Ministério da Segurança Pública, todas as Polícias Civis do Brasil deflagraram essa ação cujo objetivo foi combater os homicídios e feminicídios, tentados e consumados.

O  titular da 13ª Delegacia Regional de Aracruz, delegado João Francisco Filho comentou sobre a ação que culminou na prisão de 11 pessoas. "A operação que denominada "Cronos" foi realizada no país inteiro e aqui no estado em praticamente todos os municípios, sendo que destes, 4 autores já na fase de cumprimento de pena ou seja de condenação ou ainda estão sendo presos provisoriamente por crimes sexuais, por estupro de vulneráveis", relata.

Ele também comentou sobre a sensação de impunidade, que faz com que a população ache que o crime "compense". "Quando não se pune o crime que acontece na sociedade, isso causa essa sensação. e aqui em Aracruz estamos trabalhando para reduzir essa ideia a zero. As pessoas tem que entender que o crime não compensa", afirma.

Ela reafirma o compromisso da Polícia Civil para com a sociedade de Aracruz. 
"Nossa mentalidade é essa: fazer um trabalho forte e atuante e impactante para a sociedade de Aracruz e vamos eliminar a ideia de que o crime compensa"

Ele também convoca a sociedade a dar sua contribuição para a Polícia realizando denúncias e dando informações de crimes. "A sociedade e nossa grande parceira. E uma forma de todos ajudarem é usando o Disque-Denúncia 181, que é uma ferramenta importantíssima, para elucidações de crimes. É uma maneira segura que todos podem dar sua contribuição e informações sobre crimes. O anonimato é garantido. Recentemente a Sesp desenvolveu uma ferramenta para celulares, um app para se fazer essa denúncia de maneira ainda mais segura".

A população é incentivada a sempre fazer os boletins de ocorrência, pois essa é a arma que a polícia tem para resolver crimes. "Não deixem de fazer o boletim de ocorrência, pois mesmo que o crime não tão rapidamente resolvido, mas o registro ajuda a resolver e evitar também outros crimes iguais", finaliza.

Operação

Idealizada pelos delegados que compõem o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CNCPC), a ação envolveu mais de 5 mil policiais civis de todo o país que cumpriam mandados de prisão contra autores de homicídios e feminicídios, tentados e consumados. Alguns Estados também executaram prisões relativas ao descumprimento de medidas protetivas da Lei Maria da Penha, haja vista que o objetivo principal da operação é a prevenção ao feminicídio.

O resultado final da operação em todo o país será divulgado pela Assessoria de Imprensa da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) e pelo Ministério de Segurança Pública.

“Cronos”

O nome da operação origina-se na ideia de que a vítima tem seu tempo de vida reduzido pela mão do autor do homicídio/feminicidio. Ao mesmo tempo, com a prisão do autor de homicídio e feminicídio, retiramos dele o "tempo" de prática de novos delitos, a vida de novas vítimas deixam de estar em contagem regressiva.

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