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Além da incidência, ele é o segundo que mais mata e a alta taxa de mortalidade está relacionada ao diagnóstico tardio
Silenciosa, o câncer de próstata se caracteriza por desenvolver de forma lenta.
 
Crédito: Shutterstock
Os números de casos de câncer na próstata crescem a cada ano. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa da doença subiu de 61.200 novos casos em 2016, para 68.220 em 2018. Esses números revelam que entre um e nove homens serão diagnosticados com a doença ao longo da vida.

Silenciosa, o câncer de próstata se caracteriza por desenvolver de forma lenta, podendo não ter sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico - que é mais comum entre homens acima de 65 anos.

"Nas fases iniciais, a doença não apresenta sintomas e, por isso, muitos homens demoram a buscar ajuda. A maior parte desses tumores leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³. Por esse motivo, muitos homens desconhecem que têm o problema”, afirma o urologista do Hospital Metropolitano Carlos Chagas.

Segundo o urologista, por apresentar crescimento lento e “silencioso”, é recomendado iniciar os exames que ajudam a identificar o câncer na próstata a partir dos 50 anos de idade, aumentando, assim, a possibilidade de detecção precoce, tratamento efetivo e cura.

"A partir dos 50 anos, a consulta periódica ao urologista deve fazer parte da rotina do paciente, tendo em vista que este é um tipo de câncer que costuma ter manifestações clínicas em uma fase avançada, o que aumenta a taxa de mortalidade”, explica o especialista.

Chagas faz um alerta ainda maior para os homens quem tem familiar de primeiro grau com história de câncer na próstata ou homens negros. “Nestes casos, as consultas e os exames devem deve acontecer a partir dos 45 anos, já que esses homens fazem parte do grupo de risco”, reforça.

Para o diagnóstico precoce, ele alerta sobre a necessidade da realziação dos exames PSA (Antígeno Prostático Específico) e do toque reatal, conforme recomendação médica. “Vale lembrar que o PSA não anula a realziação do toque retal. A associação dos dois é que permite aumentar a chance de diagnóstico”, afirma.

No mês mundial de combate ao câncer de próspata, marcado pela campanha Novembro Azul, o especialista chama a atenção para a necessidade de vencer o preconceito acerca do exame para diminuir a mortalidade da doença.

“Estamos falando de uma das doenças que mais matam homens no Brasil. Os números em todo o país são alarmantes e crescem a cada ano. Por isso, é tão importante o trabalho constante da conscientização em busca do diagnóstico precoce para maiores chances de cura”, destaca. “Vale lembrar que entre todos os tipos de câncer, o de próstata é o mais curável que existe no homem, quando tratado na fase inicial. Mas se diagnóstico for postergado, essas chances podem cair para 10%”, conclui.

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