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Yuri Kadobnov/AFP/Getty Images
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que sancionarão as "transações ilícitas" do governo da Venezuela relacionadas com o setor do ouro e que ampliarão a lista de empresas vinculadas aos serviços militares e de inteligência de Cuba com as quais os americanos não podem negociar.

John Bolton, o assessor de segurança nacional do presidente americano, Donald Trump, fará esses anúncios durante o discurso sobre América Latina que começou a pronunciar hoje em Miami, segundo antecipou um alto funcionário dos EUA em declarações a um grupo reduzido de meios de comunicação, entre eles a Agência Efe.

O assessor de Trump também advertirá que seu país tomará "ações muito decisivas e fortes" contra a Nicarágua "nas próximas semanas", mas não anunciará, por enquanto, sanções concretas, de acordo com essa fonte, que pediu anonimato.

A respeito da Venezuela, Trump assinou um decreto que entrou em vigor na meia-noite de ontem, no qual pede aos secretários de Estado, Mike Pompeo, e do Tesouro, Steven Mnuchin, que "identifiquem setores da economia venezuelana" que poderiam estar sujeitos a novas sanções dos EUA.

A ideia é "sancionar entidades e indivíduos que estejam atuando de forma corrupta dentro desses setores", indicou o funcionário.

Por enquanto, os Estados Unidos identificaram um primeiro setor, o do ouro, que "o governo venezuelano utilizou para realizar transações ilícitas" cujos lucros está aproveitando supostamente para manter-se no poder.

"Com esse saque não só estão roubando patrimônio do seu próprio povo, mas também é algo que teve graves consequências ambientais, como no mercúrio nos rios", explicou.

A fonte ressaltou que os EUA não perseguirão aquelas exportações de ouro que sejam "legítimas", e disse que o decreto de Trump poderia ser usado "para outros setores no futuro".

Perguntado se o petróleo poderia ser um deles, o funcionário não o descartou, mas afirmou que os EUA querem "preservar os ativos que pertencem ao povo venezuelano".

Washington calcula que nos últimos meses teriam saído da Venezuela "21 toneladas métricas de ouro", que foram "principalmente à Turquia" em exportações "sem contabilidade alguma para se saber onde vão parar os fundos", segundo advertiu na semana passada o subsecretário do Tesouro, Marshall Billingslea.

Quanto a Cuba, o Departamento de Estado acrescentou duas dúzias de empresas controladas pelo exército e pelos serviços de inteligência cubano à lista de companhias com as quais os americanos estão proibidos de realizar transações financeiras.

Bolton justificará essa medida pelo suposto papel de Cuba em manter no poder o governo de Nicolás Maduro na Venezuela, e avisará que o discurso que Trump deu no ano passado era só "o começo" da sua política de linha dura com a ilha.

O assessor de Trump também destacará no seu discurso as alianças de Washington na América Latina.

"Vemos a eleição do presidente (Iván) Duque na Colômbia, e agora do presidente eleito (Jair) Bolsonaro no Brasil como uma expansão da rede de aliados que pensam de forma similar a nós, e que poderiam nos ajudar diante dos desafios regionais", acrescentou.

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