Leia após a publicidade

Com informações de Voz do Piraque-Açu.

Casa de Leis ficou cheia de cidadãos ansiosos por informações sobre o 'financiamento' R$ 77 milhões  (Foto: Web Rádio Voz do Piraqueaçu)
Nesta quarta-feira (28), aconteceu a Audiência Pública que tratava de explicações sobre o empréstimo ou financiamento de obras no município de Aracruz. O evento marcado foi realizado na Câmara Municipal e a população foi convocada e compareceu em grande número. Porém, as figuras mais aguardadas, o prefeito Jones Cavaglieri e o secretário de Planejamento, Giovanni Guimarães Angios, não compareceram, o que deixou dúvidas na cabeça dos presentes.

Pessoas de diversas comunidades tiveram a oportunidade de se manifestar e indagar aos presentes sobre o contrato milionário que o Poder Executivo pretende contratar junto à Caixa Econômica Federal. A dúvida, no geral, era qual a necessidade de tal contratação.

Todos os vereadores que estiveram presentes também puderam expor suas dúvidas ou manifestar seu apoio ao projeto do Poder Executivo, que foi representando pelo secretário de Finanças, Zamir Gomes Rosalino, e pelo gerente de Obras da Secretaria de Obras e Infraestrutura, Saulo Deambrozi, já que o secretário João Paulo Calixto da Silva justificou sua ausência.

Os representantes do Executivo Municipal explicaram que não se trata de um empréstimo. Trata-se de um financiamento destinado ao cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) determinado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

Para o vereador Alexandre Manhães, ainda são necessárias algumas informações antes que ele possa se posicionar. “Algumas informações foram colocadas na rua de forma leviana. Mas nós ainda não tomamos nossa decisão nem de sim e nem de não. Vamos aguardar mais esclarecimentos por parte do governo”, disse Manhães.

Inscrito, o membro do Conselho Popular de Aracruz (CONSPAR) e do Conselho Municipal de Saúde, Juscelino José dos Santos, traduziu em um discurso a indignação da população. “Onde estão sendo aplicados os recursos do nosso município? Os serviços estão precários. Acredito que falta transparência na administração”, lamentou Juscelino.

Ao serem indagados sobre os detalhes do contrato de empréstimo ou financiamento, o secretário de Finanças do município explicou a diferença entre empréstimo e financiamento. “No meu entendimento empréstimo é quando você deve algo e quer pagar aqui que está devendo. Financiamento é quando você quer adquirir algo e você busca recurso para esse algo que pretende adquirir”, detalhou.

E continuou sua explicação sobre as finanças de Aracruz. “Devo deixar claro que o município de Aracruz não tem nenhum empréstimo contraído. Não tem nenhuma linha de financiamento contraída, possui conceito ‘A’ nas instituições financeiras, tem capacidade financeira”.

Quanto aos detalhes do financiamento, Zamir não soube detalhar, já que tal operação financeira está sob a responsabilidade da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão. “Sobre o valor, não sei dizer qual o valor que chega ao final de 60 meses, que é o prazo do financiamento. São dois anos de carência, mas não tenho a tabela de amortização”.

Ao final da audiência pública, o sentimento dos presentes pôde ser resumido na declaração da advogada Gilcinéia Xavier Ferreira. “Foi improdutivo”.

Nenhum comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Tecnologia do Blogger.