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Criado em 2015, por psicólogos e assistentes sociais da Polícia Civil, o projeto “Homem que é homem” tem como objetivo atuar junto aos homens agressores para evitar a reincidência na prática de crimes de violência doméstica e familiar.
O município de Aracruz é o quinto a aderir ao projeto “Homem que é Homem”, desenvolvido pela Polícia Civil, com o objetivo de reduzir casos de violência contra a mulher A cerimônia oficial de lançamento do projeto foi realizada em outubro, na Câmara Municipal e contou com a presença do delegado-geral, Guilherme Daré, e do prefeito da cidade, Jones Cavaglieri, que assinaram o Termo de Cooperação.

Também estiveram presentes o subsecretário de integração institucional, delegado Sérgio Mello, representando o secretário da Segurança Pública, Nylton Rodrigues; a subsecretária de Cidadania e Inclusão Social na Secretaria de Direitos Humanos, Gracimeri Gaviorno; a titular da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, delegada Cláudia Dematté; a coordenadora da Seção de Projetos Educacionais, Prevenção e Estudo da Violência, delegada Natália Tenório; a superintendente de Polícia Regional Norte, delegada Andreia dos Santos; a titular da Delegacia  de Atendimento à Mulher de Aracruz, delegada Amanda Barbosa; o chefe da 13ª Delegacia Regional de Aracruz, delegado João Francisco; a secretária municipal de Desenvolvimento Social e Trabalho, Rosilene Matos, e demais autoridades e moradores de Aracruz.

Na ocasião, o delegado-geral ressaltou o trabalho realizado pela equipe do projeto, que é gerenciado pela Divisão de Proteção à Mulher e coordenado pela Seção de Projetos Educacionais, Prevenção e Estudo da Violência. “Tenho orgulho de ser mais um facilitador na ampliação do projeto “Homem que é homem” desenvolvido com o objetivo de reduzir o índice de reincidência de violência contra a mulher”, disse.

Daré também parabenizou a subsecretária de Cidadania e Inclusão Social na Secretaria de Direitos Humanos, pela criação e implantação do projeto. “A ideia de trabalhar o homem agressor está fazendo a diferença, pois quebramos um ciclo que até então ninguém havia trabalhado. Por isso, parabenizo a delegada Gracimeri pela iniciativa e implantação do Homem que é Homem no nosso Estado”, destacou.

O prefeito de Aracruz também ratificou a importância da execução do projeto no município. “Acreditamos que essa será mais uma ferramenta que nós vamos disponibilizar para o enfrentamento da violência contra a mulher em nossa cidade. É com muita alegria que assinamos esse Termo de Cooperação em benefício da sociedade e da família aracruzense”, ressaltou.


Projeto

Criado em 2015, por psicólogos e assistentes sociais da Polícia Civil, o projeto “Homem que é homem” tem como objetivo atuar junto aos homens agressores para evitar a reincidência na prática de crimes de violência doméstica e familiar.  Inicialmente, o projeto era desenvolvido apenas na Grande Vitória. No ano passado, foi iniciada a sua expansão pelo município de Cachoeiro de Itapemirim. Atualmente já aderiram ao projeto os municípios de Linhares, Marataízes e Colatina.

O projeto, atualmente, está ligado à Divisão Especializada de Atendimento à Mulher e é executado pela Seção de Projetos Educacionais, Prevenção e Estudo da Violência, sob coordenação da delegada Natália Tenório.

Pelo “Homem que é homem”, os homens agressores que foram denunciados nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) são incentivados a participar de um ciclo de cinco palestras com temas voltados à desconstrução de ideias sexistas e machistas: a fim de estimular formas pacíficas de resolução de conflitos.

O primeiro encontro acontece por meio de intimação judicial, mas a permanência nos demais é voluntária.  Em cada um são apresentados conceitos para uma cultura de respeito e não violência.

Os temas abordados contemplam relações de gênero, formas pacíficas de lidar com os conflitos, identificação e reflexão a respeito das violências nas relações, bem como aspectos relativos à relação familiar, propondo pensar o espaço subjetivo ocupado na família como um lugar democrático de convivência.

A equipe se reúne, mensalmente, para emitir relatórios das ações desenvolvidas, elaborar projetos, além de analisar os dados estatísticos fornecidos pelas unidades policiais de atendimento à mulher.

Até o ano de 2017, na Grande Vitória, as Delegacias especializadas de Atendimento a Mulher intimaram 417 homens a participar do projeto, sendo que 68 aderiram voluntariamente e, somente dois eram reincidentes.

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