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Mostra reúne 52 obras de 29 artistas de países como Brasil, Colômbia, Romênia, Polônia, Israel e Portugal
Obra "Primavera no Espírito Santo", da pintora argentina Martha Tominaga.
Que tal aproveitar o fim de semana para visitar a III Exposição Internacional de Arte Naif “Universo da Alma Ingênua”, em cartaz no Shopping Vitória? A mostra apresenta o trabalho de 29 artistas nacionais e internacionais em 52 obras, destacando uma ampla gama pública de cores e formas, inclusive releituras do folclore e monumentos capixabas feito por pintores de países como Portugal e Argentina. A capixaba Ângela Gomes assina a organização da mostra, que tem visitação gratuita.

Entre as obras expostas estão duas telas da pintora portuguesa Fernanda Pires, uma retratando um casamento na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Prainha, em Vila Velha e outra o Convento da Penha, um dos maiores símbolos do Espírito Santo. Embora nunca tenha visitado a cidade, as referências da artista foram suficientes para ilustrar as belezas do local. A artista, uma das de maior destaque na arte Naïf no seu país, já participou de mais de 50 exposições e coleciona inúmeros prêmios.

A pintora Martha Tominaga, da Argentina e o paraibano Adriano Dias também decidiram homenagear o Estado. Ela participa da mostra internacional com a tela "Primavera no Espírito Santo" e ele com a obra “Ticumbi”. “Partiu dos próprios artistas a ideia de retratar belezas capixabas, mesmo sem conhecerem nosso Estado. Os trabalhos estão lindos e mostram a delicadeza e os traços precisos desses colegas tão talentosos!”, destaca a organizadora do evento, Ângela Gomes.

Costel Iftinchi, pintor e editor-chefe da revista "Galeria ingênua", publicação da Romênia, reforça que a Exposição Internacional de Arte Naïf, realizada há três anos no Espírito Santo, tornou-se um marco no Brasil, atraindo como um ímã os artistas mais importantes do gênero hoje, representando diversos países. “Esta terceira edição mostra uma ampla gama de cores e formas, surgindo dentro das almas nobres, que, apesar dos tempos atuais, lutando para permanecer jovem para sempre, criando a pureza e a inocência das crianças presentes em cada parte”, diz. “Artistas participantes das diversas situações geográficas, cultural ou étnica formam o núcleo da infância global, alegrando os corações com as suas últimas criações, que emanam, principalmente, a alegria e paz de espírito”, destaca. Costel também terá seu trabalho exposto em Vitória.
A Pintora Angela Gomes participa da exposição com suas obras. Uma delas é "Festival de Pipas na Torre Eiffel".
Participam da mostra os artistas Ângela Gomes (ES/Brasil), Asta Gatz Birle (RS/Brasil), Ademir Torres (ES/Brasil), Celso Fregona (ES/Brasil), Eliana Martins (MG/Brasil), Elsa Farias (SP/Brasil), Erminda Breda (ES/Brasil), Fernanda Azevedo (Portugal), Henry Vitor Santos (MG/Brasil), Helena Rodrigues (BA/Brasil), Henri Nabolle (África), Juju Menegatti (ES/Brasil), Luis Rodrigues Cepeda (México), Lucy Aguirre (RS/Brasil), Lidia Papic (Argentina), Martha Tominaga (Argentina), Ottilia Cormos (Romênia), Orna Geva (Israel), Victoria Milgalter (Israel), Raquel Gallena (SP/ Brasil), Rafael Leon (Itália) e Rimaro Soares Vital (MG/Brasil), Alejandro Pinzón (Colômbia), Adriano Pires (PE/Brasil), Bárbara Jozefowicz (Polônia), Costel Iftinchi (Romênia), Willi de Carvalho (MG/Brasil) e Helena Vasconcelos (MG/Brasil)

Arte Naïf

O termo Arte Naïf foi utilizado pela primeira vez no final do século XIX, para identificar a obra de Henri Rousseau, pintor autodidata admirado pela vanguarda artística dessa época, que incluía gênios como Picasso, Matisse e Paul Gauguin, entre outros. Com esta gênese, a Arte Naïf começou a afirmar-se como uma corrente que aborda os contextos artísticos de modo espontâneo e com plena liberdade estética e de expressão e os seus seguidores definem-na hoje como “a arte livre de convenções”.

Esta arte é concebida e produzida por artistas sem preparação acadêmica específica e sem a “obrigação” de terem de utilizar técnicas elaboradas e abordagens temáticas e cromáticas convencionais nos trabalhos que executam. O estilo não se enquadra também na designação de arte popular, diferindo dela na medida em que se trata de um trabalho de criação individual que apresenta peças artísticas únicas e originais.

Caracteriza-se em termos gerais por uma aparente simplicidade e pela liberdade que o autor tem para relacionar ou desagregar, a seu belo prazer, determinados elementos considerados formais; a inexistência de perspectiva, a desregulação da composição, a irrealidade dos fatos ou a aplicação de paletas de cores chocantes. A arte Naïf exprime ainda, de um modo geral, alegria, felicidade, espontaneidade e imaginários complexos.

Serviço
III Exposição Internacional de Arte Naif - "Universo da Alma Ingênua"
Local: Gourmet Place (2º piso - Shopping Vitória)
Visitação: até 16/12 | de segunda-feira à domingo, das 10 às 22 horas
Entrada gratuita
Classificação livre

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