Segundo a assessoria de imprensa, Inhotim está em contato com autoridades locais e já de colocou à disposição para ajudar nos próximos passos, que incluem a reconstrução da cidade.

Por ISADORA CAMARGO, EFETUR
Vista aérea de Inhotim. Foto: Marcelo Coelho-Prefeitura de BH
Depois de quatro dias da tragédia do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), o Instituto Inhotim, um dos mais famosos em acervo artístico ao ar livre e que fica localizado na cidade mineira, informou que ficará fechado até a próxima quinta-feira (31) em “solidariedade à comunidade de Brumadinho e a todos os atingidos pelo rompimento da barragem da Mina do Feijão”.

“A Instituição está toda mobilizada para prestar assistência aos atingidos e aos nossos funcionários e funcionárias. Estamos em contato com os órgãos competentes para entender os impactos do desastre e traçarmos conjuntamente medidas para minimizar os danos”, afirmou em comunicado.
Uma das barragens da companhia Vale, situada em uma mina de ferro em Brumadinho, se rompeu e um rio com rejeitos de minério e lama soterrou as instalações da empresa e diversos imóveis em áreas rurais próximas na última sexta-feira.

“Inhotim reabre na sexta-feira aos visitantes atento às condições da região”, afirmou ao EFETur o Instituto, que até lá está com as entradas interditadas. O local, apesar de ficar em Brumadinho, não foi atingido pela lama.

De acordo com a assessoria de imprensa “a maior preocupação é em prestar assistência que for possível” tanto aos funcionários com parentes desaparecidos, como com os moradores que perderão suas casas e outros prejudicados.

Ainda não há nenhum estudo técnico sobre como ficarão as visitações no local, embora o Instituto avalie que haverá uma diminuição, mesmo com a reabertura.

Até o momento, nenhuma obra será removida ou transferida do local devido aos alertas de novas barragens com riscos de rompimento. A primeira ação do Instituto foi fechar as compras de ingressos online para conter a visitação nesses dias após a tragédia.

Segundo a assessoria contou ao EFETur por telefone,  Inhotim está em contato com autoridades locais e já de colocou à disposição para ajudar nos próximos passos, que incluem a reconstrução da cidade.

O Instituto disse ainda que está levantando informações para desenvolver estratégias e ações de ajuda para a “superação desse trauma e reconstrução de Brumadinho”. Para isso, Inhotim já criou comitês para analisar os impactos econômicos e sociais da região para auxiliar no que for preciso.

As autoridades confirmaram 58 mortes e elevaram ontem o número de desaparecidos, que passaram de 287 para 305, depois que foram mais nomes registrados por familiares.

“Brumadinho é a casa do Inhotim e de tantas outras vidas e histórias. Enquanto instituição cultural referência na região, que nasceu e se desenvolveu neste lugar, nos comprometemos a utilizar todos os nossos meios possíveis para apoiar na recuperação da cidade e na superação dessa grande tragédia que afeta a todos nós”, disse o Instituto em comunicado.

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