Reunião da Comissão de Infraestrutura reuniu deputados, Crea e órgãos federal e estadual. Presidente do colegiado pede celeridade nos trabalhos


A primeira reunião da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa (Coinfra) desta legislatura aconteceu na manhã desta segunda-feira (11), na sede da Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e contou com a presença de deputados membros do colegiado, representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) e do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES).

Na reunião, tanto o órgão federal quanto o estadual anunciaram a realização de processos licitatórios para manutenção preventiva da estrutura que tem responsabilidade compartilhada. O trecho entre a Rodoviária de Vitória e as alças de acesso a Cariacica são de responsabilidade do Dnit, enquanto o trecho entre os acessos a Cariacica e a Avenida Carlos Lindemberg é administrado pelo DER.

O presidente da Coinfra, deputado estadual Marcelo Santos, lembrou da importância de se realizar ações de manutenção preventivas. “Somos a única Assembleia Legislativa do país com um acordo de cooperação técnica com o Crea e graças a essa parceria, nos levou a esse relatório que nos chama a atenção pela falta de manutenção da Segunda Ponte, com estrutura metálica à mostra e, sem essas ações preventivas, o Estado gasta até cinco vezes mais com atividades emergenciais”, destacou o parlamentar.

Marcelo Santos também avaliou como um “equívoco” a disseminação de fake news. “Foi um equívoco dizer que a Segunda Ponte corre o risco de desabar ou cair, pois no laudo não fala isso. Agora, esse laudo nos chamou a atenção para que fizéssemos essa discussão e cobrar que seja feita a devida manutenção”, complementou o presidente do colegiado.

Durante a reunião, o diretor-geral do DER-ES, Luiz Cesar Maretto, informou que em 2018 foram realizados reparos nas juntas de dilatação e também o serviço de limpeza da ponte. Atualmente, o órgão está finalizando uma planilha orçamentária para manutenção e melhorias. O valor de investimento previsto é de cerca de R$ 8 milhões, e as ações vão de reparo das falhas até a reforma do pavimento da via. Ainda de acordo com Maretto, será iniciado até o fim de fevereiro o processo licitatório para contratação de empresa para realizar as obras.

“Em função das anomalias que encontramos, principalmente no pé dos pilares e nos blocos de fundação, resolvemos fazer uma reforma geral no viaduto, quando vamos trocar o pavimento; mudar o que é conhecido como guarda-roda, recobrir o aço que está exposto, fazer algumas proteções nos blocos de fundação em locais que são utilizados por moradores de rua, que costumam urinar nesses blocos, iremos cobrir alguns vazados que tem no caixão que fica em baixo do tabuleiro da ponte (onde é instalada a pista que passam os veículos), e onde pessoas preparam comidas e utilizam fogo, ocasionando problemas”, explicou Maretto.

Já o Dnit, de acordo com o superintendente regional Romeu Scheibe Neto, fez um levantamento para avaliar a estrutura da Segunda Ponte e elaborar um plano de manutenção. Esse relatório foi concluído na última sexta-feira (8) e encaminhado para a sede do órgão, em Brasília, onde será feito o plano anual de trabalho para a ponte. “Esse relatório foi muito importante para chamar a atenção do Dnit da importância de fazermos essa manutenção preventiva de infraestrutura e assim estamos fazendo. Nossa expectativa é receber o plano anual dentro de duas semanas para, em seguida, abrir o edital de licitação para a contratação de uma empresa de manutenção”, informou. Questionado se o Departamento federal não teria uma empresa contratada para realização das manutenções da Ponte, Romeu Scheibe foi categórico: “Tenho plena convicção de que, hoje, não temos uma empresa contratada para fazer a manutenção preventiva da ponte. Estamos elaborando esse plano demanutenção, mas é importante salientar que a ponte, hoje, estruturalmente, está estável, não há risco de cair.”

Durante sua explanação, Romeu convidou o conselho de Engenharia para formarem um comitê técnico para avaliar e ponderar o plano de manutenção elaborado pelo Dnit em Brasília.

A presidente do Crea-ES, Lúcia Vilarinho, está satisfeita em contribuir com a segurança da população capixaba. “Esse relatório foi elaborado para chamar a atenção dosórgãos públicos da necessidade de manutenção.”

Entenda
Em dezembro de 2017, o Crea-ES apresentou, a pedido da Comissão de Infraestrutura, um laudo técnico apontando trechos com fendas e corrosões no concreto e ferragens expostas nos pilares de sustentação da Segunda Ponte, construída há 39 anos. O colegiado, então, enviou uma cópia do parecer técnico ao Ministério Público Federal para que os órgãos responsáveis fossem acionados e tomassem as medidas cabíveis.

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